GPU recomendadas para monitorização de redes

Um processador gráfico seria capaz de captar com facilidade todo o tráfego de uma rede de 10 Gbps, diz um investigador do Fermi Laboratory.

O investigador do Fermi National Accelerator Laboratory (EUA) Wenji Wu, descobriu uma potencial utilização para as unidades de processamento gráfico – Graphical Processing Unit GPU): a captação de dados sobre o tráfego de uma rede em tempo real.

Os dispositivos de monitorização de rede baseados em GPU estarão singularmente preparados para acompanhar todo o tráfego a fluir através de redes com débitos de 10 Gbps considerou o investigador. Este apresentou o seu trabalho como parte de uma série de investigações durante a conferência sobre supercomputação SC 2013, a decorrer esta semana em Denver.

As ferramentas de análise de rede debatem-se com um desafio extremo para se manterem a par de todo o tráfego das maiores redes hoje em dia, considerou. Adicionalmente, os administradores de rede esperam poder inspeccionar cada vez mais os dados operacionais em tempo real.

Actualmente para o processamento, os dispositivos actuais de monitoração comerciais contam normalmente com processadores x86 normalizados ou circuitos integrados específicos para aplicações ou Application Specific Integrated Circuits (ASIC). Ambas as arquitecturas têm as suas limitações, ressalva Wenji.

As CPU não têm largura de banda de memória ou capacidade de computação para suportarem o ritmo das maiores redes, em tempo real. Como resultado, podem descartar pacotes.

Os ASIC podem ter largura de banda de memória suficiente e poder computacional para a tarefa, mas a sua arquitectura é difícil e cara de programar. E também não oferecem capacidade de dividir funções de processamento com tarefas em paralela: necessidade cada vez mais urgente para suportar redes de alta velocidade.

As GPU podem oferecer todos esses recursos, disse Wenji. Têm “um grande modelo de execução paralelo “, explica, observando que eles oferecem grande largura de banda de memória e são fáceis de programar.

Podem, além disso, dividir o processo de captação de pacotes em vários núcleos. A monitorização de redes exige a leitura de todos os pacotes de dados conforme cruzam a rede, o que “requer muito paralelismo de dados “, esclarece Wenji.




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