Um terço dos CIO quer ser CEO ou COO

A par com primeiro estudo da Deloitte sobre CIO, outro revela que os CEO com um passado nas TI são raros.

Quase um terço dos CIOs no Reino Unido consideram o cargo de COO ou de CEO como o seu próximo passo na carreira, de acordo com o primeiro estudo internacional sobre CIO efectuado pela consultora Deloitte, que também sugere existir menos pressão sobre os constrangimentos orçamentais nos departamentos de TI.

O estudo de mais de 700 CIO revelou que 31% dos CIOs olham para o cargo de COO e de CEO nas suas organizações, em vez de um outro papel nas TI.

O responsável da Deloitte, Kevin Walsh, considera que “o CIO nunca teve um papel tão proeminente na sala de reuniões nem outra maior oportunidade de se aproximar da estratégia dos negócios do que agora”.

“Alguns líderes das TI já estão a desempenhar um papel muito mais forte a nível executivo, o que é sustentado pela constatação de que quase um terço dos CIOs britânicos estão a considerar um papel de CEO ou de COO como o seu próximo passo na carreira”.

Segundo o estudo, 78% dos CIO no Reino Unido revelam que os seus orçamentos têm aumentado ou estabilizado – em linha com as tendências internacionais e reflectindo o aumento do investimento no desenvolvimento das competências do pessoal de TI.

A Deloitte revelou que muitos dos entrevistados lutam para mudar a percepção das TI como mero fornecedor de serviços de rotina e educar os líderes empresariais de como pode ter um valor real.

Os CIO também apontam uma escassez de recursos humanos, com quase seis em cada 10 a indicar que estão a enfrentar problemas de recrutamento de pessoal – em particular, aqueles que podem “pensar o negócio, pensar estrategicamente e comunicar de forma eficaz”.

CEO com passado nas TI são raros
Uma outra análise aos CEO das empresas no índice FTSE 350 revela que a progressão na carreira do CIO para o topo não é comum, apesar do papel crucial que a tecnologia desempenha em muitas empresas.

Dos 350 CEO analisados, apenas um – Philip Clarke, da Tesco – foi antes um CIO. Directores financeiros (CFO) e administradores (18,8%) são os mais propensos a preencher o cargo de topo.

Além disso, apenas três CEO são formados em ciências da computação, enquanto 10% dos CEO não frequentou a universidade.

Sem surpresa, os homens dominam a lista, com apenas 14 mulheres (4,3%) a gerirem as principais empresas do FTSE 350. Apenas uma empresa, de 27 no sector da tecnologia e das telecomunicações tem uma mulher a liderar – Dido Harding é a CEO da TalkTalk.

A análise foi realizada utilizando os dados disponíveis publicamente recolhidos em Agosto de 2013, através de uma aplicação baseada no QlikView Business Discovery.


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