Open source acelera para os automóveis

Os fabricantes de automóveis querem adoptar um sistema operativo baseado em Linux, capaz de fazer os sistemas de informação e entretenimento, para veículos, funcionarem mais como smartphones.

O sector automóvel está a ter dificuldades em vender opções de sistemas de informação nos carros. Para tentar resolver esse problema vários fabricantes do sector automóvel estão a colaborar para normalizar um sistema operativo de base Linux: o objectivo tornar o funcionamento dos sistemas de informação e entretenimento em veículos (SIEV) mais semelhante aos dos smartphones.

Os SIEV são a “caixa preta” que alimenta os sistemas de entretenimento e áudio de um automóvel, assim como o serviço de telefonia em mãos-livres e os sistemas de navegação por satélite. A maioria dos SIEV têm ecrãs sensíveis ao toque e podem ser activado por voz. Mas muitos compradores prescindem dessas opções.

“Hoje, os fabricantes a ter dificuldades em conseguir que os seus clientes a comprem de sistemas de informação, porque estes só podem fazer executar 10% do que um smartphone é capaz “, disse Rudi Streif , o qual lidera o grupo de trabalho Linux Grade Automotive para a Linux Foundation.

A principal razão para as limitações de funcionalidade da maioria do SIEV é estarem baseados em software proprietário desenvolvido por terceiros. As aplicações acabam por ser também proprietárias.

Com um sistema operativo open-source os SIEV seriam uma plataforma reutilizável, constituída por em serviços essenciais, middleware e interfaces abertos, para a camada de aplicações (eliminariam também os esforços redundantes para criar sistemas proprietários distintos).

E através do desenvolvimento de uma plataforma open-source , os fabricantes de poderão partilhar actualizações á medida que são emitidas. Poderiam então concentrar-se na diferenciação dos seus sistemas de informação e entretenimento nas interfaces com o utilizador usuário – as quais constituem apenas cerca de 5% a 10 % do software dos SIEV.

“Estamos a aproveitar essencialmente um investimento de 11 mil milhões de dólares já feitos no Linux por outras empresas, incluindo a IBM e a Intel “, disse Streif . “Podemos essencialmente obter a plataforma gratuitamente. Naturalmente, temos de empregar recursos para fazê-la funcionar nas nossas plataformas específicas”.

(Lucas Mearian, Computerworld)




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