Fabricantes de Androids fazem batota nos testes

Dispositivos destinados a inflacionar resultados de comparativos têm rotinas que removem os limites habituais da potência das CPU ou das GPU, quando aplicações de teste conhecidas estão em execução.

É outra evidência de que os testes ou comparativos de referência são um factor erróneo para o consumidor médio escolher um smartphone Android. Esta semana uma extenso estudo da AnandTech mostra como a maioria dos grandes fabricantes fazem batota nessas avaliações.

O truque é bem simples: dispositivos destinados a produzir resultados de benchmark inflacionados têm rotinas ocultas capazes de remover os limites usuais de potência das CPU ou das GPU, quando aplicações de teste conhecidas estão em execução.

Isso permite alcançar um desempenho além do normalmente seria possível. Assim, o desempenho do qual um utilizador realmente beneficia não corresponde ao das referências.

A Samsung foi o primeira fabricante Android a ser ridicularizado por isso, há um par de meses, quando alterou o hardware do Galaxy S4. E não parece ter mudado.

Vários especialistas perceberam rapidamente como o Galaxy Note 3 usa uma extensa “optimização para testes de referência”. E a Ars Technica descobriu que a mesma técnica pode mascarar parcialmente possíveis problemas de desempenho no último Galaxy Note 10.1.

Infelizmente, este tipo de truque não se limita aos dispositivos da Samsung . O estudo da AnandTech mostra que, a LG, a HTC e a Asus fazem o mesmo.

(Jon Gold, Network World)




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