Falha do Gmail levanta questões sobre cloud

O que pode ser considerado tempo de inactividade? – pergunta Matthew Cain, analista da Gartner. A Google demorou dez horas a corrigir o problema.

Matthew Cain, analista do Gartner, considera que o incidente desta semana com a indisponibilidade do Gmail levanta questões fundamentais sobre o que é considerado o tempo de inactividade. Especialmente no que se refere aos acordos de nível de serviço de fornecedores de aplicações em  cloud computing.

A falha da plataforma exigiu cerca de 10 horas de trabalho para ser corrigida. Afectou cerca de 50% dos utilizadores, constituindo uma das mais longas e disseminadas interrupções de serviço do Gmail, nos últimos anos. “Se a entrega de uma mensagem está atrasado 15 minutos, isso pode ser considerado tempo de inatividade? E se forem cerca de duas horas?”, questiona Cain.

“A mudança do serviço de e-mail para cloud computing coloca um ‘holofote’ sobre essas questões essenciais, relativas ás métricas necessárias para medir e compensar por desempenhos inferiores na entrega de mensagens, que tradicionalmente não são classificados como inactividade”. Na última terça-feira, a Google ofereceu mais detalhes sobre a causa do problema e as medidas de correcção tomadas.

A causa foi uma dupla falha de rede “muito rara”, que afectou duas rotas de encaminhamento distintas, redundantes, de acordo com uma mensagem no blog de Sabrina Farmer, gerente de engenharia sénior para o Gmail. O incidente tem muita importância para a Google e as pessoas afectadas, mas não deve dissuadir os CIO de usarem a suite, segundo o analista da Forrester Research, TJ Keitt.

Na sua opinião os prestadores serviços em cloud computing devem ser avaliados pela rapidez com a qual apresentam correcções – além da robustez das mesmas.

(Juan Carlos Perez, IDG News Service)




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