O melhor que podia ter acontecido à Blackberry?

A iniciativa de compra da empresa por parte do consórcio liderado pela Fairfax Financial Holdings deverá ajudar a manter clientes. Mas ainda não é claro o que os compradores pretendem fazer com os activos.

“Esta é provavelmente a melhor saída possível das várias opções pouco atraentes para BlackBerry “, disse o analista Jack Gold, da J. Gold Associates, referindo-se à carta de intenção de compra da empresa avançada por um consórcio liderado pela Fairfax Financial Holdings. Segundo o mesmo, o acordo pode dar à empresa tempo para reestruturar e afastar a pressão dos investidores.

O processo também deverá “proporcionar-lhe alguma estabilidade financeira para os seus clientes empresariais não se sentirem obrigados a substituí-la (ndr: como fornecedor) por medo da empresa abandonar o negócio”, considera. Os clientes corporativos são importantes para BlackBerry, tendo esta manifestado na semana passada a intenção de concentrar neles esforços futuros, em detrimento dos consumidores.

“Mas não vai ser fácil”, ressalva: a percepção negativa da imprensa sobre a sua situação pode ser uma profecia capaz de se concretizar, e o mercado pode não ser generoso para o fabricante, mesmo que este forneça produtos e serviços inovadores.

A melhor aposta da BlackBerry seria concentrar-se em comunicações seguras para a administração pública e as empresas, usando os dispositivos da marca, considera o analista Roger Kay, da Endpoint Technologies Associates. Mas como empresa financeira, a Fairfax, provavelmente, estará mais aberta à fragmentação da empresa se isso oferecer um melhor retorno, alerta.

Provavelmente, especula Kay, a intenção de Fairfax é transformar a empresa num activo positivo para vender a um parceiro estratégico. Este pode ser um dos gigantes de TI como a Oracle ou Hewlett-Packard, o qual poderia tornar a BlackBerry numa peça de um negócio maior, de segurança ou mobilidade.

Não é claro o que a FairFax pretende fazer isso será nocivo. Segundo vários observadores, a empresa deverá mudar de CEO em breve: Thorsten Heins será penalizado por não estar a entender a evolução do mercado e da organização.
(Martyn Williams and Stephen Lawson, IDG News Service)




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