Disputa sobre “in-memory” aquece

A Oracle procura reter os seus clientes face às ofensivas da SAP no mercado das bases de dados. Responsáveis das duas empresas “concordam” que as ofertas não se podem comparar, mas com pontos de vista diferentes.

A SAP não fez segredo do seu desejo de atrair clientes com bases de dados Oracle, para a sua própria plataforma “in-memory” HANA, e agora a última respondeu. No passado domingo, o CEO da Oracle, Larry Ellison anunciou uma funcionalidade “in-memory” opcional para a recém-lançada base de dados 12c da Oracle, mais de dois anos após HANA começar a ser disponibilizada para todos o clientes.

Na última segunda-feira, o co- presidente Mark Hurd, reforçou que os clientes da empresa fariam melhor em manter-se na esfera do fabricante. E considerou que a proposta não se podia comparar com a oferta da SAP. O responsável da última, Vishal Sikka concordou, mas com ironia.

Numa conferência de imprensa durante o evento anual OpenWorld, em San Francisco, Marke Hurd argumentou que a HANA tem de ser programada.  “O que nós anunciamos não tem nada a ver com isso. Não é preciso reescrever nada”, prometeu.

Hurd repetiu a afirmação de Ellison segundo o qual as empresas podem simplesmente ligar a opção de “in memory” para as capacidades prometidas, com as aplicações analíticas e transaccionais a executarem mais rapidamente. A referida adição está agora em fase de “pré-beta ” de desenvolvimento e será lançado no próximo ano, revelou antes Andy Mendelsohn, vice-presidente sénior de para tecnologias de servidores de base de dados.

O co-presidente recusou-se a revelar os preços para a adição, mas estes serão muito provavelmente um factor essencial para a Oracle manter os clientes desinteressados  na plataforma SAP HANA. E podem resultar na queda dos preços da última.

Oracle não percebeu a questão

Num comunicado, Vishal Sikka foi mais concreto: “A opção ‘in-memory’ passa ao lado do problema essencial, porque o armazenamento das colunas são só de leitura e, portanto, é uma réplica redundante de dados do armazenamento da linha. Isso significa ter armazenamento redundante e pelo menos com cinco vezes o tamanho”.

Sikka destaca o facto de a opção ainda não ter sido disponibilizada. “Voltamos a falar quando ela estiver disponível “, respondeu.

(Chris Kanaracus , IDG News Service)




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