Fujitsu e Porto Editora em projecto de tablets na sala de aula

Fundos comunitários para projecto de 20 mil euros a três anos numa escola sem professor de TIC.

A Fujitsu e a Porto Editora foram escolhidas pelo Ministério da Educação para um projecto-piloto de desmaterialização dos manuais escolares, a decorrer durante três anos com alunos e docentes de duas turmas do 7º ano do Agrupamento de Escolas de Cuba, no Alentejo.

O projecto foi concebido e desenvolvido pela Direcção-Geral de Estabelecimentos Escolares (DGEE) e, “na eventualidade de algum aluno ficar retido num ano ou ser transferido de escola, perderá o direito ao tablet”, diz a fabricante em comunicado.

Os tablets Fujitsu M532 são “personalizadas com o nome e número do aluno, designação da turma e escola, dispondo já de todos os conteúdos educativos em versão offline, podendo assim ser acedidos em qualquer lugar, sem a necessidade de um acesso à Internet”. Os dispositivos têm diferentes perfis de acesso para aluno ou professor, “garantindo assim o acesso a conteúdos distintos, que podem depois ser complementados através do acesso à Internet e outras ferramentas pedagógicas”.

O projecto será monitorizado pela Universidade Católica, explica o jornal i, e um dos “mentores” do projecto, Jorge Mata, refere que “a perspectiva é de cautela: vão arrancar progressivamente e, dentro de três anos, quando os alunos completarem o 9.º ano, será avaliado se é uma opção que, mais que reduzir o peso nas mochilas dos alunos, melhora o ensino: ‘já houve muitas tentativas de introdução de tecnologia na sala de aula. Até hoje, o investimento ainda não colheu'”, diz.

Ao mesmo jornal, a DGEE alertou que “o tablet só tem carga para um dia de aulas, vai ter de ser carregado diariamente sob pena de os alunos não terem livros para seguir as aulas”. Os responsáveis salientam também que o projecto com investimento de 20 mil euros a três anos é suportado “totalmente pelo Ministério da Educação, mas a DGEE explica que não sai do Orçamento do Estado, uma vez que o projecto se enquadra numa iniciativa de modernização escolar financiada por fundos comunitários”.

Segundo Germano Bagão, director da escola básica de Cuba, o projecto anterior do Magalhães revelou que “não era usado pelos professores como ferramenta educativa, pois não suportava muitos recursos. Teve coisas boas, como permitir a algumas famílias o acesso a computador. Mas, nos planos educativo e pedagógico, foi dinheiro deitado à rua”, diz, lembrando que, neste momento, a escola “não tem professor de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC)”.




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