Consolidação na Ethernet: Extreme compra Enterasys

Fusão de sistema operativo para redes e também de executivos.

A Extreme Networks anunciou hoje a aquisição da Enterasys Networks por 180 milhões de dólares em dinheiro.

Ao anunciar a operação, a Extreme disse esperar que dentro de cerca de dois anos irá juntar a tecnologia de software da Enterasys com o seu sistema operativo de rede ExtremeXOS, mas que o hardware de ambas as empresas continuará a ser suportado.

“Acreditamos que os clientes irão beneficiar por terem um único sistema operativo de rede que oferece funcionalidades em ambas as linhas de produtos e é concebido para permitir que os clientes possam escolher qual a plataforma de hardware que melhor atende às suas necessidades de implantação”, afirmou a Extreme.

A operação duplica efectivamente a pequena parte do mercado de switching Ethernet da Extreme para cerca de 3%. A empresa não teve uma vida fácil nos últimos anos, com vários despedimentos em menos de quatro anos, e uma série de mudanças de CEO. De acordo com o Wall Street Journal, a Extreme reportou em Julho que o seu lucro no quarto trimestre fiscal caiu 59% sobre uma receita mais fraca.

A Enterasys é uma empresa de capital fechado [privada] e era um “spinoff” da Cabletron Systems. Emprega cerca de 900 pessoas e tem receitas perto dos 330 milhões de dólares. A empresa apresenta a Toyota, Sprint, o Departamento de Defesa dos EUA e a Universidade do Sul da Califórnia como seus grandes clientes.

A aquisição foi aprovada pelo conselho de administração de ambas as empresas. O CEO da Extreme, Chuck Berger, vai gerir a nova empresa como presidente e CEO. Chris Crowell, actual CEO da Enterasys, concordou em assumir um papel fundamental como executivo no futuro da nova organização.

Em Portugal, o equipmento da Extreme é distribuído pela Audema. A tecnologia da Enterasys é comercializada pela ATM INFORMATICA, Compta, Syncrea, Isinet, ONI Telecom, SYSCRUM , Teleonda, Cesce, DECSIS, Fastcall, Thales, TrendGlobal , Wavecom, Maxiglobal, IDW e Qualified Integration.

(Michael Cooney, Network World)




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