Ciberataques foram segunda causa mais comum nas falhas da Internet na UE em 2012

Segundo relatório da ENISA, primeira causa foram as falhas de sistemas. Mas ciberataques afectaram mais utilizadores.

Apesar dos ciberataques causarem apenas 6% das interrupções significativas nas redes públicas de comunicações electrónicas e serviços na União Europeia (UE) no ano passado, eles afectam mais pessoas do que as falhas no hardware, um factor muito mais comum nas interrupções de serviços, de acordo com um relatório da agência europeia para a segurança de redes e da informação (European Network and Information Security Agency ou ENISA).

As falhas de hardware representaram 38% de todos os incidentes e afectaram mais de 1,4 milhões de utilizadores, em média, de acordo com o relatório anual de incidentes divulgados esta terça-feira pela ENISA. Em comparação, os incidentes que resultaram de ciberataques afectaram 1,8 milhões de utilizadores, em média.

Os ciberataques afectaram principalmente o acesso à Internet e foram a segunda causa mais comum de interrupções de serviço na Internet fixa, em particular, respondendo por 20% dos incidentes, nota a ENISA. Eles foram também responsáveis por cerca de 13% dos incidentes que interromperam o serviço de Internet móvel.

O relatório da ENISA compila dados sobre 79 incidentes que ocorreram em 18 países da UE em 2012 e resultaram em falhas graves tanto na telefonia móvel e fixa como em serviços de Internet. A ENISA define Internet fixa e serviços de telefonia como aqueles oferecidos através de redes “dial-up”, DSL, cabo, fibra, PSTN, VoIP sobre DSL e outras com fio.

Os prestadores de serviços de comunicações electrónicas estão obrigados a comunicar falhas significativas na segurança e na integridade das redes às entidades reguladoras nacionais, que por sua vez os devem revelar à ENISA e à Comissão Europeia. Nove países não relataram quaisquer incidentes em 2012 e um país ainda nem sequer implementou recursos para estes relatórios, segundo a ENISA.

A causa mais comum para os incidentes que resultaram em interrupções foram as falhas de sistema. Isso representou 76% das interrupções e incluiu incidentes causados tanto por problemas de hardware como de software.

As falhas de entidades terceiras representaram 13% dos incidentes, as acções maliciosas foram responsáveis por 8%, os fenómenos naturais por 6% e os erros humanos por 5% desses incidentes.

As paralisações que resultaram de falhas de terceiros afectaram o maior número de utilizadores, 2,8 milhões, e duraram em média13 horas, enquanto que as causadas por falhas de sistemas duraram nove horas e afectaram 2,3​milhões de utilizadores, em média.

Em geral, as redes móveis foram as mais afectadas por interrupções, com 50% de todos os incidentes na telefonia móvel ou nos serviços de Internet móvel. “Em 37% dos incidentes houve impacto nas chamadas de emergência através do número de emergência 112”, revelou a ENISA.

O relatório da agência não inclui detalhes sobre incidentes específicos e não revela os nomes dos fornecedores de serviços afectados.
(Lucian Constantin, IDG News Service)


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