Reciclagem de lixo electrónico terá novos motivos

A reciclagem de lixo electrónico tem estado presente no sector das TI há muitos anos. Mas as perguntas sempre se o processo aconteceria se não houvesse lucro envolvido. James Moody diz que o cenário está a mudar.

Há duas décadas o problema com o papel era que as empresas tendiam a não comprar papel reciclado, por ser mais barato, até comprar celulose da fábrica. E isso levou a armazéns cheios de papel não utilizado. James Bradfield Moody, co-autor do livro “The Sixth Wave“, admite que, em muitos casos é mais barato para as empresas comprar a matéria-prima do que fazer a reciclagem. Mas essa mentalidade já não será sustentável.

“Existem já megatendências em efeito no campo da eficiência de recursos e a escassez dele será um enfoque nos próximos 30 anos”, considera. “Em última análise, a opção pela recuperação e reciclagem tornar-se-á mais eficiente do que aquela de extraí-los do solo”.

O lucro é um forte motivo para se fazer a reciclagem de lixo electrónico, mas não será o único, para Moody. Por um lado, existem mecanismos institucionais, legais e comportamentais capazes de também influenciar o comportamento de organizações e pessoas.

Para ilustrar o seu ponto de vista, Moody aponta para uma mudança generalizada na área dos transportes, nos EUA, onde a propriedade de carros atingiu um pico no ano passado, e começou a descer. “A razão para isso acontecer não é porque os carros estão mais caros, mas o facto das pessoas terem decidido não desperdiçar mais do seu tempo a conduzir um carro”, explica.

“Há muitas coisas que se pode fazendo enquanto está sentado num autocarro, como ‘twittar’”. Este será o factor principal, mesmo considerando a hipótese de as pessoas não terem dinheiro para pagar gasolina.

“Quanto mais motivos de lucro que você pode encontrar, há mecanismos institucionais capazes de alinhar os melhores “, considera. “Há outras alavancas essas que podem ser potencialmente ser puxado, e algumas delas são bastante eficazes.”

(Patrick Budmar, ARN)




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