Busca online devia ser regulada, dizem adversários da Google

O período de testes às propostas de rectificação do serviço da empresa terminam na próxima quinta-feira. Há quem defenda a existênci de uma regulação para o “sector”, como acontece com o da energia ou o das telecomunicações.

Rejeitar as rectificações sugeridas pela Google no âmbito da investigação sobre práticas anti-concorrenciais, é movida pela  Comissão Europeia é o propõem as organizações que têm avaliado as propostas da empresa. E há quem sugira a regulação da busca online.

Michael Weber, CEO da Hot Map, disse que o período de testes não tinha sido suficiente. “Não se pode fazer um estudo científico sério num mês”, disse. Ele e outros, solicitaram à Comissão uma prorrogação de dois a três meses, mas só foram concedidas mais quatro semanas.

Weber não se impressionou com as correcções da Google e disse que uma declaração formal de objecções por parte da Comissão Europeia teria sido melhor do que as negociações em curso. A Google propôs, por exemplo, rotular de forma distintiva as suas ligações preferenciais para os seus próprios sites nos resultados de pesquisa.

Mas os editores dizem que isso vai levar os consumidores a pensarem que os links foram de alguma forma constituído sob medida para certas consultas e interesses, causando danos ainda maiores à concorrência. A empresa propôs também incluir os links para os motores de busca rivais nos resultados de pesquisa sobre restaurantes especializados (que geram receitas para a Google).

Os serviços pagos da Google seriam separados da pesquisa geral e tratados mais como publicidade. Finalmente, a Google concordou em remover cláusulas de exclusividade de todos os contratos futuros e de quaisquer contratos de publicidade legados.

E prometeu irá oferecer ferramentas para evitar a extracção automática e em massa de informações de sites, permitindo que os proprietários de conteúdos  optem por não aderir a esse sistema. Mas muitos queixosos reuniram-se em Bruxelas esta terça-feira para apresentar a sua posição sobre as propostas, e dizem que a busca online é como uma ferramenta na Internet: e por isso deve ser regulada como um serviço de telecomunicações ou de electricidade.

“Todos dependem dela”, disse Weber. “Infelizmente, ninguém pensou que uma única empresa controlasse o acesso à Internet.” A Google tem 95% do mercado de buscas na UE.

Muitos queixosos dizem que as rectificações não vão suficientemente longe, por não se aplicarem às buscas redireccionadas para novos domínios de topo, tais como “fly” ou “Hotel”.

“Google vai explorar as brechas”

Outros pensam que as rectificações  não faria muita diferença para a empresa de qualquer maneira. “A Google vai explorar as brechas. Olhem para o que faz com os impostos”, disse Kate Sutton, directora comercial da Streetmap.

Centenas de editores e suas associações comerciais escreveram uma carta aberta a Joaquin Almunia, exortando o comissário para a concorrência, a rejeitar as propostas completamente.

“Como requisito mínimo, a Google devia manter todos os serviços, incluindo os próprios, sob os mesmos padrões, usando exactamente a mesma capacidade de rastreio, indexação, classificação, apresentação e algoritmos de penalização”, disse um dos signatários, Helmut Heinen, presidente da federação de editores de jornais alemães.

(Jennifer Baker, IDG News Service)




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