Ferromagnetismo pode transformar o armazenamento

A explicação de um determinado fenómeno magnético poderá levar a poupanças de energia disruptivas, além de grandes aumentos de velocidade no armazenamento de dados.

Um fenómeno magnético anteriormente incompreendido parece ter sido explicado por um artigo publicado na revista Nature Materials, e pode levar à transformação do armazenamento em suporte magnético.

De acordo com a equipa do professor do MIT, Geoffrey Beach, os pólos positivos ou negativos “pólos” de um ferro magneto muito fina se comportam-se de uma maneira previsível quando colocados ao lado de materiais específicos. Isso significa que, devido a uma complicada assimetria criada quando um suporte magnético está numa camada intermédia, entre outros dois, é possível mudar um valor de 1 para 0 num disco 1-0 usando 1% da energia utilizada nos sistemas actuais de armazenamento.

Como a potência escala com o quadrado da corrente, isto representará uma melhoria de 10 mil vezes em dissipação de energia. “A ideia não é melhorar os discos rígidos, mas substituí-los com os dispositivos de estado sólido magnéticos. Num disco rígido, as partículas estão fixadas sobre a superfície do disco, e os bits individuais são acedidos fisicamente através da rotação do disco “, explicou Beach.

“Se os bits forem armazenados como uma série de domínios magnéticos dispostos ao longo de um “nanofio” magnético, poderão ser movidos através da transferência dos domínios, utilizando uma corrente eléctrica, sem qualquer movimento mecânico”.

Isso significa não só maior eficiência energética, mas um aumento de velocidade, por se evitar o movimento mecânico. E como se trata de memória não-volátil, pode tanto substituir as memórias RAM como acabar com a necessidade de se realizarem sequências de inicialização quando os computadores são ligados, disse o investigador.

Poderemos ver esses dispositivos “magnéticos de estado sólido” mais cedo, ou mais tarde – de acordo com Beach. Os materiais envolvidos são os mesmos que os de tecnologia de discos rígidos actuais.

(Jon Gold, Network World)




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