Corrida da supercomputação “aquece”

A China suplantou, surpreendentemente, os EUA, com o computador Tianhe-2 a executar 33,86 petaflops.

A corrida da supercomputação está a aquecer principalmente entre os EUA e a China: a última retomou o primeiro lugar na lista dos 500 mais poderosos computadores do mundo, actualização do Tianhe (2). Este sistema foi capaz de executar 33,86 petaflops, ou 33,86 mil biliões de operações de vírgula flutuante, por segundo.

O Tianhe-2 gerou quase o dobro de petaflops do que o segundo computador na lista, o Titan, um sistema Cray XK7 instalado no do Oak Ridge National Laboratory, do departamento da energia dos EUA. Na avaliação anterior  para o “Top500”, realizada em Novembro, o Titan executou 17,59 petaflops na biblioteca de software Linpack.

A emergência do Tianhe-2 é uma surpresa, mesmo tendo surgido várias referências sobre as suas imensas capacidades na Internet, durante o início do corrente mês. Não se esperava que o sistema estivesse operacional, antes de um prazo de dois anos.

O Universidade Nacional Chinesa de Tecnologia para a Defesa desenvolveu o Tianhe-2 (“Via Láctea-2”), com 16 mil nós. Cada nó executa dois processadores Xeon Ivybridge, da Intel, e três processadores Xeon Phi, num total combinado de 3,12 milhões de núcleos de computação. O sistema, localizado no Centro Nacional de Supercomputação chinês, em Guangzho (China), estará plenamente operacional, até final do ano.

A última vez que a China esteve no topo da lista – muitas vezes liderada por uma máquina do departamento de energia dos EUA – usou o Tianhe-1A, o qual comandava a lista em Novembro de 2010.

Os EUA continuam a dominar a lista dos supercomputadores, com 253 dos 500 sistemas na referida classificação. Com 65 sistemas na lista, a China ocupa o segundo lugar, à frente do Japão, do Reino Unido, da França e da Alemanha.

Além de desafiar o domínio do Top500 EUA, o sistema Tianhe-2 também é notável por usar de tecnologias desenvolvidas na China.

“A maioria das funcionalidades do sistema foram desenvolvidas na China, e esta só está a usar tecnologia Intel para a parte principal da computação. As interconexões, o sistema operativo, os processadores de front-end e o software são sobretudo chineses”, diz o editor da Top500, Jack Dongarra num comunicado . Dongarra visitou as instalações do sistema Tianhe-2, em Maio.

(Joab Jackson / IDG News Service)




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