Tecnologia acrescenta pouco valor na área da saúde

Só por si, a introdução de novas tecnologias de informação trazem pouco valor acrescentado na área da saúde, confirmam 78% dos inquiridos para um estudo da revista The Economist.

Cerca de 70% de profissionais da área da saúde, inquiridos para um estudo da revista The Economist considera que as TI tornaram os seus colaboradores mais criativos. Mas, 35% refere que um erro informático teve custos para empresa pelo menos uma vez nos últimos oito meses. E só por si a introdução de TI traz pouco valor acrescentado na área da saúde confirmam 78% dos questionados, para o trabalho patrocinado pela Ricoh.

O mesmo procurou antever o impacto das TI na área da saúde durante a próxima década. Chega à conclusão de que os principais desafios continuam a ser a integração da tecnologia de forma a melhorar o tratamento dos doentes, os serviços e a administração.

O principal desafio que o sector da saúde enfrenta no que se refere à tecnologia é o facto de esta evoluir mais rapidamente do que os processos internos que a sustentam. Isso resulta do facto de, frequentemente, os diferentes sistemas da organização não estarem interligados, tal como referiram 38% dos executivos do sector da saúde.

“À medida que a tele-saúde cresce em todas as áreas da saúde, torna-se cada vez mais importante encontrar formas de acelerar a sua integração e de transformar os processos tradicionais”, referiu Carsten Bruhn, vice-presidente executivo da Ricoh Europa. “Estima-se que a economia digital esteja a crescer a um ritmo sete vezes superior ao do resto da economia[1], por isso não é de prever um abrandamento no ritmo das alterações associadas à tecnologia” reforça

A maioria dos executivos do sector da saúde (70 por cento) concorda que esta melhorou a criatividade dos seus colaboradores em termos de desenvolvimento de novos serviços de saúde, medicamentos e produtos. Mas uma das principais conclusões do estudo, salienta que 92,5% dos executivos na área dos cuidados de saúde, biotecnologias e sector farmacêutico tornaram-se mais dependentes da tecnologia nos últimos três anos.

Mesmo assim profissionais no sector dos cuidados de saúde, biotecnologia e sector farmacêutico indicaram o diagnóstico dos pacientes (36%) e o desenvolvimento de novos tratamentos e novos medicamentos (32%) como as duas áreas principais nas quais a intuição dos seres humanos deve prevalecer.

Outros dados do estudo:

– 5% do universo inquirido afirmou que os profissionais de saúde deveriam dedicar mais tempo à gestão dos processos dos pacientes;
– 8% afirmaram que o seu tempo deveria ser gasto na melhoria dos processos administrativos ;
– 65% afirmar que ainda é possível fazer mais, quanto ao aumento de eficiência com a utilização das TI.




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