Latência é a principal barreira para clouds híbridas

Para o director global das operações de centros de dados do Morgan Stanley, Michael O ‘Toole, falta também um conceito definido de continuidade de negócios para serviços de cloud computing.

A latência em serviços de cloud computing é uma das barreiras que precisa de ser superada pelas empresas de serviços financeiros que procuram adoptar uma estratégia de cloud híbrida, de acordo com, Michael O ‘Toole,  o director de operações do centro de dados do Morgan Stanley. Durante o DataCentres Europe 2013, em Nice, disse aos participantes que a empresa tem assistido a uma grande mudança nas expectativas dos colaboradores quanto ao centro de dados: no sentido de esperarem maior sofisticação.

O’Toole assinalou que existe uma série de barreiras que precisam ser superadas para as empresas de serviços financeiros poderem passar a usar modelos de cloud híbrida (no topo da lista está a latência). “No nosso negócio o tempo de retorno para qualquer avaliação de liquidez ou de bolsa é realmente importante. E isso é algo que ainda não está devidamente integrado na mentalidade de cloud computing: que a latência é realmente importante “.

O director aponta também a necessidade de haver um conceito de continuidade de negócios para os serviços de cloud computing. “Supõe-se que tudo deverá acontecer na camada de software, e na maioria dos sectores, as empresas não estão no estágio de evolução em termos de software, em que tenham a continuidade de negócios integrada e desenvolvida na camada de software”.

Outro desafio são os problemas de comparar clouds públicas com clouds privadas. Tem de haver uma forma mais clara e fácil de se poder comparar produtos internos face a clouds públicas.

A introdução de normas também é fundamental para O’Toole, com o responsável a assinalar os desenvolvimentos feitos com a tecnologia OpenStack, na obtenção de uma normalização para sistemas híbridos de clouds empresariais. Na adopção de uma estratégia de cloud computing mais ampla, O’Toole reconhece a necessidade de uma força de trabalho qualificada sobre a aquisição e implantação de serviços em cloud computing.

“Os processos de negócio estão a substituir o fluxos de trabalho de tecnologia. As formas novas organizações dentro dos departamentos de TI precisam ser muito mais comerciais e menos focadas no lado da tecnologia”, explica.

“Isso significa que precisamos de pessoas na área de TI com conhecimento sobre vendas, compras, abastecimento e o desenvolvimento de relacionamentos com organizações externas”.

(Matthew Finnegan/Computerworld UK)




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