Hackers acedem a projectos de defesa críticos dos EUA

O departamento de defesa dos EUA ainda não está preparado para se defender contra ciberataques sofisticados, diz um órgão consultivo do país.

Os projectos de mais de duas dúzias de sistemas de armas avançadas dos EUA, incluindo defesas anti-míssil, aviões e navios de combate terão sido vistos por hackers – alegadamente, pelos suspeitos do costume, os chineses. Segundo o Washington Post, os sistemas constam de uma lista presente numa secção que ainda não tinha sido revelada, de um relatório preparado para o governo, para a indústria da defesa e funcionários do Pentágono, pelo Defense Science Board (DSB).

O DSB é um comité de especialistas que presta assessoria ao departamento de defesa dos EUA em assuntos técnicos e científicos. “O departamento de defesa e sua base de empresas contratadas já sofreram perdas incríveis de informação sobre o desenho de sistemas, envolvendo décadas de conhecimento e experiência de combate, que fornecem a adversários um saber profundo sobre o desenho técnico e de utilização dos sistemas”, disse o grupo de consultoria numa versão pública do relatório divulgado em Janeiro.

O trabalho cobre os resultados de um estudo de 18 meses sobre a resiliência dos sistemas militares contra ameaças cibernéticas avançadas. Entre os documentos obtidos por hackers estão os de sistemas antimísseis como o do 3 PAC Patriot, do Terminal High Altitude Area Defense (THAAD) e do sistema Aegis, de defesa de mísseis balísticos da marinha dos EUA, segundo o Washington Post – que obteve uma cópia do relatório da secção agora revelada.

Os projectos de sistemas relacionados com o caça F/A-18 c, os aviões de combate multifunções, F-35, o avião Osprey V-22, o helicóptero Black Hawk e a classe de navios Littoral Combat Ship (LCS), também estão na referida lista. Na versão pública do seu relatório, o DSB descreveu a ameaça dos ciber-ataques como grave, considerou que em alguns aspectos, as suas consequências seriam semelhantes aos da ameaça nuclear da Guerra Fria.

As acções do departamento de defesa para combater esta ameaça são numerosas, mas fragmentadas. De tal maneira que ainda não está preparado para se defender contra ela, diz o DSB disse. “Levará anos até o departamento desenvolver uma resposta eficaz à ameaça, incluindo elementos de dissuasão, a garantia de missão e capacidades de ciber-ofensiva”.

(Lucian Constantin/IDG News Service)




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