Oni com cloud à medida

Elasticidade nos preços e nos recursos, é a nova aposta da operadora, que apresentou uma “nova visão” para as tecnologias de informação (TI).

Após um ano de actividade na cloud e com cerca de uma centena de clientes, a Oni ampliou esta quarta-feira a sua oferta de computação na nuvem com a Enterprise Cloud 2.0.

A nova oferta surge quando a “cloud já corresponde a 20% das receitas de TI na Oni”, revelou o administrador Miguel Allen Lima, e surge em dois modelos, o “ready to run” e a cloud elástica. Neste caso, a elasticidade ocorre nos preços a pagar e nos recursos utilizados. Uma empresa pode contratar recursos (“cores”, RAM ou disco) e alterá-los posteriormente, adequando-os às suas necessidades (maiores ou menores) de computação ou disponibilidade financeira. O pagamento tem uma base diária pelo uso dos recursos.

Usando um portal online de fácil gestão (o Enterprise Cloud Control Panel), o cliente pode efectuar ele próprio essas alterações ou definir um modo automático, em que o sistema da Oni aloca recursos de forma optimizada. “O que não é usado, não é pago”, nota Allen Lima.

Já nas arquitecturas pré-definidas, há um conceito de re-utilização de sistemas testados ou a funcionar mas adaptáveis para outros clientes. “Vamos ter alguns [“templates” dessas arquitecturas] e convidámos parceiros a fazê-lo também”, disse Allen Lima, tendo já entre 20 a 30 de clientes, que mantém a propriedade intelectual sobre os seus “templates”, como salientou Nuno Rebelo, também da Oni.

Esta oferta assenta em três serviços de cloud: servidores (Linux e Windows, um a seis “cores”, 512 MB a 12 GB de RAM, espaço em disco até 1 TB – quem quiser mais, pode optar pelo modelo “elástico”), arquitecturas (Basic, Load Balanced e Elastic) e aplicações – para já com Twiki, WordPress e SugarCRM e, em Setembro, com soluções do parceiro CA Technologies, Drupal ou Axigen.

O modelo “ready to run” em Linux estará disponível a partir de Junho, com o “roadmap” planeado para o Windows e os pagamentos seguros a partir de Julho. Mas, notaram os responsáveis da Oni, “algumas destas configurações já estão nalguns dos nossos clientes”.

É possível ainda ter soluções híbridas, com integração neste modelo das TI tradicionais do cliente. “Há uma customização total pelo cliente, inteiramente dedicada e seleccionada por ele, num datacenter que escolhe, mesmo de um concorrente da Oni”, notou Nuno Rebelo.

Allen Lima acentuou que a nova oferta é “uma nova visão das TI”, que passa por as ver como uma “commodity”, com os parceiros e serviços unificados, agregando aplicações customizadas e um “framework” de serviços comuns. O responsável citou a Roff, exemplo de associação para garantir “competitividade internacional por parcerias nacionais”.

Nesta nova proposta, a tecnológica acredita poder fornecer mais agilidade, mais flexibilidade (de custos e recursos) e mais autonomia para o cliente, que não precisa de “falar” com a Oni para adequar os recursos às suas necessidades. E assume-se como um “full service provider”, ao fornecer conjuntamente serviços de telecomunicações, de TI e de cloud.


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