API destacam novos serviços Google Play

Na conferência I/O, a Google anunciou uma série de novas API e o suporte de várias tecnologias em plataformas de mobilidade, para reduzir consumos de dados e de energia.

A Google I/O é uma conferência centrada num público de programadores e por isso um dos principais temas do evento são as novas interfaces de programação de aplicações ou API. Hugo Barra, o vice-presidente de gestão de produtos Android, subiu ao palco do Moscone Center para detalhar várias novas matrizes que em breve estarão disponíveis para programadores na plataforma de mobilidade da Google.

Com os novos serviços do Google Play, os programadores poderão usar as mesmas API que a Google usa nas suas próprias aplicações fixas. Primeiro foram anunciadas três novas API baseadas em informação de localização.

A Fused Location combina dados dos rádios dos dispositivos móveis, do GPS e Wi-Fi para oferecer recursos de localização mais uniformes nas aplicações. Em particular, Barra salientou que a API para esses recursos muitas vezes sedentos de energia, é excepcionalmente eficiente, usando menos de 1% da bateria por hora.

A segunda nova API baseada em localização envolve a “geodelimitação” ou “geofencing”, um recurso familiar aos utilizadores dos sistemas iOS, o qual assenta numa delimitação espacial virtual. Este recurso permite a um utilizador a configuração de uma área geográfica, e baseada nela são desencadeadas acções como alertas quando os utilizadores entram ou saem das zonas delimitadas. As aplicações poderão manter até 100 áreas activas.

Finalmente, a API Activity Recognition aproveita a capacidade dos acelerómetros dos dispositivos para controlar a actividade física do utilizador. Combinada com a tecnologia de aprendizagem das máquinas, a API reconhece se um utilizador está a viajar a pé, de um carro, ou até mesmo de bicicleta.

Além daquelas baseadas em localização, Barra também mostrou uma nova API de sign-in ou autenticação multiplataforma para o Google+. Permitirá entrar num site com as credenciais para o Google+, e se um utilizador tiver uma aplicação correspondente no seu dispositivo Android , fica automaticamente conectado e autenticado.

Redução no consumo de dados

A Google mostrou também novos recursos capazes de reduzir o consumo de dados e melhorar o desempenho do acesso à Web em dispositivos móveis com Android, tirando partido de recursos já suportados no ambiente de trabalho Chrome OS.

As melhorias incluem novos formatos de compressão de ficheiros de imagens e vídeo. A ideia é trazer alguns dos recursos que o Chrome oferece em desktops para o browser de mobilidade do Chrome, disse Sundar Pichai, responsável da Google para os sistemas operativos Android e Chrome.

O browser Chrome móvel vai ficar mais rápido, por exemplo, através da incorporação de tecnologia de compressão open-source da Google para imagens, a WebP. O formato cria ficheiros de imagem 30% mais leves do que os JPEG, ajudando a reduzir o consumo de dados e também a conservar a vida útil da bateria, disse Linus Upson, vice-presidente de engenharia para o Chrome.

A WebP também suporta compressão com perdas e sem perdas de imagem, efeitos de transparências, perfis de cor e imagens animadas, o que significa que pode ser um substituto para os GIF. Também suportam os metadados de foto apoiados por outros formatos de imagem.

As imagens constituem 60% dos bytes descarregados em páginas da Internet, e um melhor formato de imagem pode acelerar a navegação em mobilidade, explica Upson. Alguns serviços online, como o Google e o Facebook, já adoptaram o formato WebP.

O formato de compressão de vídeo da Google, o VP9 também deverá ser trazido para o Chrome em dispositivos móveis. Foi projectado para oferecer melhor qualidade de vídeo com taxas de utilização de dados mais baixas do que o formato H.264 amplamente utilizado, diz a Google.

O VP9 oferece uma poupança de cerca de 50% no uso de largura de banda face ao H.264, diz Upson. Isso pode fazer uma grande diferença para as pessoas preocupadas em manter a utilização de dados dentro dos limites mensais de utilização de dados.

O YouTube vai começar a suportar o VP9 ainda este ano. Enquanto não suporta, a Google vai disponibilizar uma “compressão de dados em proxy”, actualmente em versão beta para o Android.

Oferece uma maneira alternativa de reduzir o uso de dados e acelerar a navegação em mobilidade, utilizando servidores proxy alojados pela organização. A tecnologia pode reduzir o uso de dados 50%, afirma a empresa.




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