As estratégias de compra dos ‘renegados’

Os gestores mais seniores, os de vendas e os de marketing constituem as funções com mais gastos em TI nas organizações, de acordo com a Forrester. Os departamentos de TI são deixados para trás.

Os executivos de negócio estão a ignorar cada vez mais o departamento de TI: começam a gastar os seus próprios orçamentos em tecnologia porque as iniciativas são ” demasiado importantes para serem deixadas ao departamento de TI”, diz a Forrester. O estudo “Tracking The Renegade Technology Buyer” revela as motivações e as prioridades da despesa com tecnologia por executivos de negócio, norte-americanos e europeus.

Dos 891 entrevistados com orçamento acima do milhão de dólares, 824 gastaram parte desse dinheiro em hardware, software, telecomunicações ou serviços de TI. Perto de 24% gastaram mais de 21% do seu orçamento em tecnologia – o que representa perto de 31 mil milhões.

Os executivos mais seniores e aqueles das vendas e marketing foram as funções das organizações com mais gastos, principalmente nos sectores financeiro, de telecomunicações e utilities. “Os mais gastadores não o fazem por ser mais rápido ou mais barato do que recorrer ao departamento de TI, mas porque vêem a tecnologia como sendo tão importante para o seu sucesso, têm de se envolver”, explica a Forrester.

Em paralelo, o estudo diz que os administradores de topo são mais relaxados quando lidam com a tecnologia. Perto de 33% consideram que o seu “QI sobre tecnologia aumentou”, e manifestam-se mais confortáveis a lidar com a TI.

Outros 20% disseram que o uso da tecnologia de consumo “mudou as suas expectativas sobre como a tecnologia deve ser usada”. A Forrester salienta que a consumerização de TI não tem apenas a ver com a “geração Y” e a vontade desta em trazer os seus próprios dispositivos para o escritório. Em vez disso, tem mesmo a ver com a condução da estratégia de TI e dos negócios por gestores seniores.

A Forrester diz ainda que os executivos com maiores gastos em tecnologia são também mais propensos a contratar a sua própria equipa de TI. Investem também em áreas como as de aplicações de smartphones e análise.

Fornecedores têm de elevar o seu QI sobre negócios

“Os CIOs têm de liderar e agir mais como consultores para o negócio. Os dias de um mundo de TI controlado e centralizado acabaram. A gestão de fornecedores já não pode mais ser o ponto central de gestão dos departamentos de TI…”, diz o analista da Forrester John McCarthy.

Os fornecedores, acrescenta, “precisam de elevar o seu QI de negócios e falar sobre métricas de negócio e não sobre tecnologia infinitamente”. Em conclusão, o relatório diz: “Ao assumir a posse e o financiamento da agenda de envolvimento com os clientes, os executivos de negócios de altos gastos vão criar um modelo de dois níveis, onde o departamento de TI tradicional acabam por ser o guardião do back-end de sistemas do tipo dos ERP”.

“Com o tempo, o departamento de TI será muito menos uma equipa de ’colarinho azul’ e com uma organização construída, e muito mais uma oficina de ‘colarinho branco’  com enfoque no desenho, orquestração e integração, tendo esta mais atenção aos parceiros de negócios e serviços de cloud pública”.

(Antony Savvas/Computerworld UK)




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