“Não estamos a usar toda a tecnologia instalada”

Carências de literacia digital, mas também a falta de iniciativa impedem que Portugal use toda a capacidade instalada de tecnologia, de acordo com José Ferrari Careto, administrador da EDP Comercial.

Existe muita tecnologia, sobretudo infra-estrutura instalada em Portugal, sublinhou o administrador da EDP Comercial, José Ferrari Careto, hoje num painel de discussão durante um evento da IBM. Mais: concordou que “não estamos a usar toda a tecnologia instalada”, referindo-se a Portugal.

Antes, Luís Palha da Silva, a vice-presidente da Galp, queixara-se de que a empresa tinha uma ”capacidade tecnológica instalada longe” de ser plenamente utilizada. Na sua visão isso acontece, em parte, devido ao facto de os sistemas adquiridos serem “muito poderosos”.

Além disso, alerta para necessidade de haver um importante trabalho de análise para se poder rentabilizar o investimento em TIC. Apesar de tudo considera que estas desafiam as empresas a “ir mais longe”, como por exemplo na segmentação dos clientes, até ao grau do indivíduo.

Para José Ferrari Careto, a iliteracia digital poderá resolver-se com muitas iniciativas de divulgação e informação, para induzir as empresas ao aproveitamento da tecnologia. Na sua opinião as associações sectoriais terão nisso um papel importante, alertando para os ganhos de competitividade.

O administrador considerou ainda que as TIC em Portugal estão na emergência de uma terceira vaga de evolução e investimento, centrado nos sistemas de energia – as primeiras duas vagas de crescimento referiram-se, principalmente, ao investimento do sector financeiro em TIC, e depois a evolução do sector das telecomunicações. A terceira terá dois pilares fundamentais:

– um ligado à recolha e análise de informação (Big Data) sobre consumos e outros indicadores;
– e outro referente ao relacionamento com os clientes, habituados já a níveis de serviço associados a outras utilities, por exemplo.

No mesmo evento, Francisco Maria Balsemão, administrador da Compta, considerou como tendências de grande impacto previsto, a BYOD (Bring Your Own Device), além das iniciativas de “smart commerce” e “smart cities”.


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