Tablets estão condenados!

O CEO da Blackberry, Thorsten Heins, volta a afirmar as suas ideias sobre os dispositivos. Mas estes tendem a evoluir para a catástrofe ou para uma convergência?

O CEO da Blackberry, Thorsten Heins, fez uma previsão ousada: diz que os tablets não têm muito futuro. “Em cinco anos não acho que vá haver razão para se ter um tablet “, disse Heins à Bloomberg. “Talvez uma ecrã grande na área de trabalho, mas não um tablet como tal. Os tablets em si não são um bom modelo de negócios”, sublinhou.

Aos comentários de Heins é difícil de dar crédito no início. As vendas dos tablets dispararam, conforme os lares deitam fora portáteis envelhecidos e os substituem por dispositivos baratos para consumo de conteúdos. Esta tendência também não mostra sinais de abrandamento.

Mas um olhar mais amplo , abrangendo em observações passadas de Heins, revela como a visão não é realmente tão radical. Essencialmente, o responsável acredita que o smartphone será o centro do universo da computação. E deverá fornecer o “músculo” em capacidade de processamento de dados para uma vasta gama de ecrãs inteligentes.

“Não se transportará um portátil dentro de três a cinco anos”, explicou Heins ao New York Times, em Novembro passado. “Em vez disso, os smartphones alimentarão e suportarão as estações de trabalho no futuro, substituindo laptops e desktops”, prevê.

Expandido essas declarações numa entrevista à ABC News em Março, o CEO afirmou que um smartphone deixou de ser apenas isso (um smartphone) . “É o poder de computação pessoal. Pense no que você pode fazer com isso. Quantos dispositivos de computação pessoal carrega com ele? Por que não unificar isso num dispositivo capaz de executar todas as suas necessidades de computação?”, propõe.

A computação modular não é uma ideia nova, mas não está pronta para o mercado em geral. A Asus já tentou combinar telefone, tablet e portátil, e apresentou com o Padfone – um produto com pouco sucesso.

A Canonical espreita um futuro de convergência com o Ubuntu Linux, mas tem tido dificuldades em encontrar apoio dos OEM. Os Windows 8 híbridos, entretanto, tentar colmatar as necessidades de portátil e tablet com variados graus de sucesso. Mas o telefone ainda é um elemento separado.

O conceito não vai singrar realmente sem grandes avanços em tecnologias de comunicação sem fios, capazes de eliminar a necessidade de uma infinidade de fios e portos de encaixe complexos. E a vida útil das baterias dos smartphones, também têm de evoluir.

O software também deve ser concebido tendo em conta computação modular: portanto, um único sistema operativo terá de fazer sentido em todos os tamanhos de ecrã.




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