Península Ibérica lidera em identidades digitais

Estudo da CA Technologies sobre Identity e Access Management demonstra interesse ibérico acima da média europeia.

A utilização de sistemas avançados de Identity e Access Management (IAM) é particularmente elevada na Península Ibérica, com  96% de empresas inquiridas a afirmarem que usam sistemas IAM, 26% acima da média europeia.

Os inquiridos “concordam que os sistemas de gestão de identidades e acessos nos seus centros de dados  estão a ser complementados com gestão de identidades e acessos as a service”, refere o comunicado sobre o estudo da CA Technologies, realizado pela Quocirca, e que agrega os dados de Portugal e de Espanha como Península Ibérica, num total de 24 organizações. O estudo “Digital Identities and the Open Business” abrangeu 337 responsáveis por decisões de negócio e de TI de grandes e médias empresas nas regiões da Península Ibérica, Benelux, França, Alemanha, Israel, Itália, países nórdicos e Reino Unido, entre Setembro e Dezembro de 2012.

As organizações da Península Ibérica lideram igualmente na adopção de IAM as-a-service (IAMaaS), com “38% das empresas usam um serviço on-demand puro, 16% mais do que a média europeia. Além disso, 21% confiam num modelo híbrido, constituído por uma mistura de soluções instaladas na empresa e solucões as a service”.

“Este estudo sublinha a crescente importância dos sistemas avançados de IAM entre as organizações da Península Ibérica, e a forma como facilitam as interações abertas entre as empresas e os utilizadores”, salientou Paul Ferron, director de soluções de segurança na EMEA da CA Technologies. “A capacidade de autenticar e perceber os utilizadores está a tornar-se cada vez mais relevante, pois as empresas comunicam e fazem transações online, adotam serviços de cloud e usam as redes sociais como formas de identificação. As identidades digitais vão em última análise estimular o crescimento das receitas e as melhorias de produtividade. No entanto, as empresas da região ibérica ainda têm algum caminho a trilhar antes de conseguirem recolher os benefícios desta adoção”.

A procura de sistemas avançados de IAM na Europa cresceu de 25% em 2009 para 70% em 2013, refere o estudo, notando que “para a totalidade das empresas da Península Ibérica, os elementos que motivam a abertura das aplicações para uma utilização externa são a possibilidade de interagir diretamente com os seus clientes – 13% acima da média europeia. Os sistemas avançados de IAM asseguram que os utilizadores têm um acesso conveniente aos recursos de que necessitam e permitem que as empresas façam transações em segurança e com eficiência com um alargado conjunto de utilizadores. Cerca de 88% dos responsáveis desta região concordam que o IAM é ‘muito’ ou ‘bastante’ importante como sistema que permite políticas de gestão e cumprimento de acessos, enquanto que 84% concordam que o IAM é ‘muito’ ou ‘bastante’ importante na permissão de acesso federativo a existentes e novas aplicações a utilizadores externos”.

A mesma percentagem (84%) nota que “o IAM é ‘muito’ ou ‘bastante’ importante na garantia de escalabilidade para um número não referido de utilizadores”, enquanto “87% dos inquiridos referiram que é ‘verdade’ ou ‘bastante certo’ que o estabelecimento claro de identidades é necessário em todos os casos antes de se dar início a uma transação. Os sistemas avançados de IAM permitem o controlo através de uma única identidade do acesso a aplicações colocadas na cloud e na infraestrutura da empresa”.

Na Península Ibérica, 53% dos inquiridos “concordam que o IAMaaS baixa os custos de gestão e 21% acredita que o serviço baseado na cloud torna mais fácil a integração de utilizadores externos”. Já “um modelo de IAM híbrido, usado por 38% das organizações ibéricas, oferece a flexibilidade que permite continuar a utilizar a IAM ‘legacy’ existente e as implementações de diretórios, integrando as capacidades avançadas de um sistema IAMaaS”. Estes sistemas já se encontram em “muitas aplicações baseadas na cloud, como as Google Apps, o Office 365 e o WebEx”.

O estudo nota ainda que o IAM oferece “muitos potenciais benefícios para o negócio – tornando mais simples atrair novos clientes, aumentar o negócio junto dos clientes atuais, e otimizando os processos de negócio – [mas] os departamentos de TI da região ibérica não estão aparentemente a conseguir transmitir estes benefícios para o negócio”.

Por fim, 92% dos inquiridos concordam que um sistema de IAM é “necessário para atingir os objetivos de segurança de TI, como sejam o rápido aprovisionamento e o des-aprovisionamento de todos os tipos de utilizadores. Por contraste, 42% referiram que é ‘verdade’ ou ‘bastante certo’ que ‘as empresas não se mostram interessadas nos nossos sistemas de IAM’”.

“Este estudo europeu demonstra que o IAM – quer seja nas instalações, na nuvem ou numa implementação híbrida – permite o uso federativo de um alargado espetro de diferentes fontes de identidades. Garante ainda o equilíbrio entre a disponibilização de aplicações para dispositivos móveis e utilizadores externos, certificando que as aplicações e os dados têm proteção suficiente”, refere igualmente Bob Tarzey, analista da Quocirca.

Quanto às organizações na Península Ibérica, “não se trata de saber se precisam de IAM, mas de quanto tempo poderão sobreviver sem estes sistemas”, alerta.




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