HP alega perdas de 4 mil milhões de dólares

A decisão da Oracle em deixar de suportar o Itanium terá impactos no negócio da HP até pelo menos 2020, disse um economista numa sessão preparatória do processo judicial sobre a indemnização que o primeiro fabricante terá de pagar.

HP e Oracle apresentaram pareceres de peritos ao Tribunal Superior de Santa Clara (Califórnia), em sessão prévia do processo sobre a indemnização que o segundo fabricante terá de pagar nom âmbito do caso Itanium – o julgamento começa dia 8 de Abril. Na última segunda-feira, uma testemunha da HP estimou que esta perdeu entre quatro a 4,2 mil milhões de dólares, devido à decisão da Oracle em deixar de portar o seu software, para a tecnologia Itanium.

Mas a Oracle alega que por esconder os seus planos de abandonar a arquitectura, a HP é responsável por perdas de 95 milhões de euros. O economista Jonathan Orszag, da consultora Compass Lexecon, testemunha da HP, disse que “a conduta da Oracle em questão neste caso teve um efeito muito significativo e negativo sobre o negócio Itanium”, quando questionado pela equipa jurídica da HP.

A decisão da Oracle prejudicou os negócios da HP Itanium desde Março de 2011 e deverá continuar a afectá-lo até pelo menos 2020, acrescentou Orszag. Este escolheu essa data baseado nos planos da HP e da Intel para o desenvolvimento do processador Itanium.

No segundo trimestre do ano fiscal de 2011 da HP, durante o qual o anúncio foi feito, a receita da empresa relacionada com Itanium caiu 11%, em comparação com o ano anterior, explicou o economista. No trimestre seguinte caiu 18,1%, anualmente, e os trimestres tiveram declínios de 32% e 38%.

“Nota-se um efeito de bola de neve”, ilustra Orszag. A incerteza provocada pela decisão da Oracle fez os clientes deixarem de considerar o Itanium nas suas tomadas de decisão, no longo prazo, sustenta.

“Eles não querem assumir o risco associado a quezílias e atrasos ou algum problema”, explicou o economista.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado