Estamos noutra bolha tecnológica?

Investir em tecnologias de ponta de empresas nascentes pode resultar em grandes benefícios, mas também atenção, alerta Michael Friedenberg, CEO e presidente da IDG Enterprise.

Especialistas e analistas de mercado têm debatido a ideia, movidos especialmente pelo desempenho fraco das ações de “estrelas” das redes sociais como Facebook, Zynga e Groupon.

Enquanto vários investidores de risco levantam dúvidas sobre o sector de tecnologia por conta das valorizações pouco sustentáveis de certas startups focadas nos consumidores, outros, como Marc Andreessen, preferem considerar essas preocupações mais como uma “depressão tech” do que bolha real.

Numa conferência de investidores realizada em Dezembro passado, Andreessen criticou as previsões soturnas dos seus companheiros e veio em defesa de líderes antigos da tecnologia corporativa, como a HP, empresa da qual ele mesmo faz parte da direcção.

A tecnologia corporativa nunca será tão atraente ou “sexy” quanto a tecnologia para os consumidores, mas ainda é responsável por gerar um bocado de dinheiro nessa indústria. De facto, a IDC prevê um crescimento de 5% a 7% no consumo de tecnologia ao longo de 2013.

Empresas como a Splunk e a Fusion-io tiveram IPO (abertura de capital em bolsa) bem sucedidos. Outras, como a Box, IO, Nimble, GitHub, MapR, DelphiX e Cloudera estão a conseguir milhões de dólares em capital para levar soluções corporativas aos CIOs. A maioria dessas novas empresas está focada em áreas quentes da tecnologia como a segurança móvel, análise de dados, aplicações na nuvem ou data centers virtuais e redes, e o foco delas é a economia ou a geração de receitas.

Investir nessas tecnologias de ponta pode levar a recompensas incríveis, mas também gera riscos elevados para os CIOs. A sua reputação está em jogo de cada vez que uma tecnologia inovadora é implementada na empresa.

Como aproveitar a “startup mania” sem arriscar a sua sobrevivência? Os mais espertos analisam cuidadosamente a situação financeira da nova empresa mas também investigam qual a percentagem da receita que é destinada a investigação e desenvolvimento (I&D).

Eles conversam com clientes e verificam a experiência e a reputação dos fundadores. Também procuram informações sobre o que pode acontecer se um dos gigantes da indústria adquirir a “startup”. Uma prova de que pequenas acções podem fazer a diferença.
(CIO/IDG Now!)




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