Bolsas estarão a falhar detecção de transacções suspeitas

Um regulador dos EUA vai investigar empresas de transacções bolsistas e de activos finaceiros por suspeitas de abuso em negociações de alta frequência

Os reguladores norte-americanos estão preocupados com possibilidade de os sistemas utilizados pelas bolsa não serem suficientemente sofisticados para detectar práticas ilegais em processos de negociação de alta velocidade ou frequência.

Fontes citadas pelo Wall Street Journal dizem que a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) está a investigar uma série de empresas de negociação de activos financeiros por actuarem como compradores e vendedores simultaneamente em processos de alta velocidade  baseados em sistemas de informação, conhecidos como “operações de lavagem. Essas operações, proibidas pelas autoridades reguladoras dos Estados Unidos, podem ser usadas para manipular preços e podem levar a distorções do mercado.

A investigação também abordará bolsas envolvidas no processamento de transacções de alta frequência. Duas entidades envolvidas nas discussões são a CME Group, através da qual se pensa que passa uma grande parte das negociações de lavagem, e a IntercontinentalExchange.

Os reguladores estarão preocupados que os sistemas utilizados pelas bolsas não sejam suficientemente sofisticadas para detectar operações de lavagem realizados a alta velocidade. Um porta-voz da CME afirmou que a entidade está em processo de actualização dos seus sistemas, com a implantação de novas tecnologias no final deste ano – procurando prevenir os negócios de lavagem de negócios “à escala do motor de negociações “.

Um dos problemas dos reguladores é conseguir provar que negócios suspeitos são conduzidos intencionalmente. Com o ritmo acelerado das transacções de alta frequência as ordens de compra e venda podem cruzar-se acidentalmente e infringir a legalidade.

No entanto, a CFTC estará a investigar dados que evidenciam a ocorrência de centenas de milhares de potenciais operações de lavagem a cada dia – com um volume tão alto a levantar suspeitas de comércio ilegal. É também difícil aos investigadores detectarem se as negociações têm origem em partes separadas de uma empresa, o que é permitido, a partir da mesma estratégia de negociação. A questão cria mais dificuldades na monitorização de transacções de alta frequência.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado