Decisões automatizadas não evitam perdas

Mais de um terço, das organizações abrangidas por um estudo da The Economist Intelligence Unit, revelaram ter perdido dinheiro, com decisões desencadeadas por software dos seus sistemas de informação.

Perto de 37% de responsáveis de instituições financeiras, questionados por um estudo da The Economist Intelligence Unit, perderam dinheiro pelo menos uma vez nos últimos seis meses, devido a decisões automatizadas por software. No mesmo contexto, cerca de 30% admite ter mesmo perdido clientes.

Os resultados do estudo, patrocinado pela Ricoh, servem para este fabricante salientar a importância de os processos automatizados serem revistos e actualizados regularmente por pessoas (i.e. especialistas em negócios). Carsten Bruhn, vice-rresidente executivo da Ricoh Europe explica que importa garantir o “cumprimento dos regulamentos, a manutenção da eficiência e das normas de segurança”.

“Quando os processos são optimizados e os sistemas estão interligados, torna-se possível um ambiente de trabalho colaborativo e criativo que permita dar resposta às necessidades dos clientes”, ressalva o mesmo responsável. Os executivos do sector dos serviços financeiros continuam a acreditar que a automatização pode trazer valor acrescentado para os negócios e que, por vezes, apenas é necessária uma reduzida intervenção humana, de acordo com o estudo.

Mas, em concreto, quando questionados sobre onde é mais importante a imaginação e intuição humana, apenas uma pequena minoria (8%) indicou a gestão da conformidade com as regulamentações. Ainda menos (6%) responderam que estas são fundamentais para garantir a segurança da informação.

No entanto, a intervenção humana foi considerada essencial pela a maioria dos inquiridos, quanto à interacção com os clientes (46%) e à gestão do risco (31%). O desafio para o sector dos serviços financeiros, identificado com classificação mais elevada, e por 48% dos inquiridos, foi a capacidade de estabelecer a ligação entre os sistemas – sistemas de front  e back office, de reputação e de negociação automática.

“Não é fácil acompanhar o ritmo das alterações tecnológicas e garantir a continuidade da conectividade entre os sistemas. Sabemos que a tecnologia está a evoluir mais rapidamente do que os processos ou do que a forma como a utilizamos”, afirma Bruhn.

Para criar sistemas interligados eficazes, “as empresas devem centrar-se na optimização dos seus processos documentais e alterar as formas de trabalhar tradicionais”, sugere o responsável.

De acordo com o mesmo, cada vez mais, os executivos do sector financeiro estão a subcontratar a gestão destas tarefas a especialistas externos, de forma a usufruírem de todos os benefícios, libertando os colaboradores para que estes possam concentrar-se nas suas actividades de negócios fundamentais.

Processos criativos levam a maior valor

Os executivos do sector dos serviços financeiros são unânimes em reconhecer que as tecnologias mais recentes não devem ser vistas como o único caminho para o sucesso. Cerca de três quartos (71%) concordam que a tecnologia, de forma isolada, sem um processo que estabeleça a ligação à mesma, representa um valor reduzido.

86% afirmam que a interacção “seres humanos-tecnologia” terá apenas valor acrescentado se os processos utilizados para estabelecer a interligação forem mais criativos. Apesar dos desafios, os colaboradores do sector dos serviços financeiros continuam optimistas relativamente aos benefícios da tecnologia.

41% afirmam que a melhor inovação apresentada pela sua equipa nos últimos três anos não teria sido disponibilizada sem o suporte da  tecnologia. E um em cada três inquiridos (30%) refere que nem teria sido possível concebê-la. Além disso, 78% salientam que a tecnologia auxilia a produtividade.

Neste sentido, a tecnologia não parece, pelo menos para já, estar a substituir actividades fundamentais, tais como a tomada de decisões ou o desenvolvimento de ideias inovadoras. Para Bruhn, a oportunidade gerada com as tecnologias passa por criar um futuro no qual a tecnologia “enriqueça as competências humanas em vez de rivalizar com estas”, dando assim mais poder à criatividade e inovação humana.

“Os benefícios serão a melhoria da agilidade e da capacidade de oferecer uma melhor experiência aos clientes das empresas, com processos documentais mais eficientes, o que conduz a uma maior e mais eficaz segurança e conformidade no tratamento de dados”, considera.




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