China Mobile interessada na Portugal Telecom

Objectivo é chegar ao Brasil e África, assume a operadora chinesa. Zon também está a ser equacionada. Quem está de saída de Portugal é a France Telecom.

A China Mobile está interessada em expandir-se para novos mercados, incluindo o português, africano e brasileiro, sendo o “alvo preferido de investimento” a Portugal Telecom (PT), segundo analista do mercado citados pela Macauhub.

A operadora chinesa anunciou no final de Janeiro que pretendia investir e estava a analisar o “clima económico” na África do Sul, Alemanha, Brasil, Coreia do Norte e Portugal. Analistas da Trefis notam que o mercado português pode não ser interessante neste momento mas a sua “fraca valorização” permite à China Mobile “meter o seu pé na porta de um mercado desenvolvido”.

A PT tem interesse para a operadora por deter participações na operadora móvel brasileira Oi, estar em Angola com a Unitel, Multitel e ELTA, em Moçambique com a Listas Telefónicas de Moçambique e o ISP Teledata, ter uma participação na Cabo Verde Telecom e na Directel, ter 51% da Companhia Santomense de Telecomunicações, em São Tomé e Príncipe, e estar ainda na Namíbia, Quénia e Timor.

A PT não comenta o interesse por “não existir ainda nada em concreto”, diz o seu gabinete de comunicação.

A empresa parece ser a candidata mais forte mas, no entanto, a Zon também está a ser equacionada, pela sua presença em Angola.

Orange pode sair de Portugal
Com a China Mobile a querer entrar no mercado nacional, quem parece estar de partida é a France Telecom-Orange.

Na sexta-feira passada, a Sonae comunicou a conclusão de um acordo com a operadora francesa para ficar com os seus 20% na Sonaecom. “A opção de compra da Sonae poderá ser exercida nos próximos 18 meses e a opção de venda da FT-Orange nos 3 meses subsequentes”, diz o comunicado.

O valor da operação “é de 98,9 milhões de euros, podendo ser elevado para 113,5 milhões de euros no caso de participação da Sonaecom ou da Optimus em alguma operação material de consolidação ou reestruturação do sector das telecomunicações em Portugal cujo anúncio tenha lugar nos próximos 24 meses”, diz ainda o documento.

A decisão da operadora francesa prossegue a sua estratégia de se libertar de posições minoritárias na Europa, como já sucedeu na Áustria e na Suíça.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado