Lenovo triunfa nos PCs numa Europa Ocidental em queda

A empresa cresceu as suas vendas em 23,2% no último trimestre, segundo dados da Gartner.

A Lenovo foi a única fabricante de PCs entre os cinco primeiros que aumentou as suas vendas de unidades no quarto trimestre, com o mercado de PCs na Europa Ocidental a diminuir em quase 12% relativamente a 2011, de acordo com a empresa de estudos de mercado Gartner.

As encomendas de PCs portáteis e desktop na Europa Ocidental totalizaram 15,3 milhões de unidades no quarto trimestre de 2012, um declínio de 17,4 milhões perante o mesmo período em 2011. A queda no mercado profissional de PCs foi de 4,9% e no mercado de PCs de consumo caiu 17,6% ano-a-ano.

A Lenovo vendeu 23,2% mais computadores no trimestre do que no mesmo período homólogo, enquanto as vendas unitárias da Hewlett-Packard, Acer, Asustek Computer e Dell caíram.

A HP ainda é a maior fabricante de PCs na Europa Ocidental por uma larga margem, mas a quota de mercado da empresa caiu para 21,5%, com vendas de 3,3 milhões de unidades, uma queda de 8,8%.

Acer e Lenovo cada uma tiveram uma quota de mercado de 11,4%, mas a Acer vendeu 8.000 PCs mais do que a Lenovo, de acordo com os dados do Gartner. Um ano atrás, essa diferença era de 679 mil computadores.

O esforço da Lenovo para aumentar a quota de mercado ajudou a agarrar o segundo lugar no mercado de PCs profissional. Também cresceram as vendas unitárias de 65% no mercado de PCs de consumo, de acordo com a Gartner.

A Asus vendeu 1,7 milhões de unidades no trimestre, 8,4% menos do que um ano antes.

A Dell ocupa agora o quinto lugar, com as encomendas no mercado de consumo a ficarem quase pela metade em comparação com o quarto trimestre de 2011. No geral, as vendas unitárias encolheram 21,9%, a maior queda entre os cinco primeiros. A Dell também estava sob pressão da HP e da Lenovo no segmento dos PCs profissionais, onde ambos os fornecedores estavam focados em ganhar quota.

Em 2012, as vendas de PCs na Europa Ocidental atingiu as 58 milhões de unidades, uma queda de 8,4% relativamente a 2011.

Esta é a segunda queda anual consecutiva, indicando que as questões que o mercado de PCs enfrenta vão além de uma economia fraca, um novo sistema operativo mal compreendida como é o Windows 8, ou com os ultraportáteis a terem um preço demasiado elevado para gerar procura, de acordo com Meike Escherich, analista da Gartner.




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