Motores de busca mais perigosos que sites de pornografia

Existe uma maior concentração de ameaças nos principais motores de busca, sites de retalho e de redes sociais, do que em sites de pornografia, venda de fármacos ou de jogo, diz um estudo da Cisco.

Os sites de compras online têm uma probabilidade 21 vezes maior, e os motores de busca 27 vezes maior, de distribuir conteúdo malicioso do que um site de software pirateado – diz o estudo 2013 Annual Security Report (ASR), da Cisco. Segundo dados do mesmo, a maior concentração de ameaças online não está relacionada com sites de pornografia, venda de fármacos ou de jogo.

Há uma maior agregação de ameaças associada aos principais motores de busca, sites de retalho e de redes sociais. Na mesma linha, é 182 vezes mais provável um utilizador receber conteúdo nocivo destes anúncios do que se estiver a ver pornografia, defende o estudo.

Nos ambientes empresariais os riscos de segurança aumentam, segundo o mesmo, sobretudo porque muitos funcionários adoptam políticas muito pessoais na escolha de dispositivos a utilizar, rotinas e comportamento online. A atitude envolve misturar actividades laborais com vida pessoal virtualmente em qualquer lugar – no escritório, em casa e em todos os outros locais em que se encontrem.

As implicações da tendência na segurança empresarial são agravadas pela cada vez menor importância dada pela nova geração de profissionais fundada nas características da denominada Geração Y. A ideia está patente noutro estudo do fabricante, o Cisco Connected World Technology Report.

De acordo com esse trabalho, a maioria dos trabalhadores da Geração Y acredita que a era da privacidade acabou (91%). E um terço diz não estar preocupado com a informação reunida e armazenada sobre cada um. “Mostram-se dispostos a sacrificar informação pessoal em prol da socialização online. Na verdade, um número maior de indivíduos da Geração Y em todo o mundo disse sentir-se mais confortável a partilhar informação pessoal com sites de compras online do que com os departamentos de TI das suas empresas – departamentos esses que são pagos para proteger a identidade e os dispositivos dos seus empregados”, diz um comunicado sobre o estudo  da Cisco.




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