HANA passa a suportar ERP Business Suite

Uma nova versão da plataforma capaz de funcionar sobre a base de dados de tecnologia in-memory está em fase beta e será lançada a meio do ano.

A SAP terminou a preparação do seu software ERP Business Suite software para correr sobre a base de dados HANA. Trata-se de uma iniciativa já esperada mas que deverá abrir novas fronteiras de concorrência com a Oracle, a IBM e a Microsoft.

A Business Suite para a HANA está actualmente em modo “RTC” (versão para clientes) ou seja ainda está em versão para experimentação. A suite deverá estar em disponibilidade geral a meio do ano, revelou Vishal Sikka, membro do conselho executivo e CTO numa entrevista antes do anúncio.

A SAP posiciona a base de dados “in-memory” como ponto de convergência de todas as suas tecnologias, bem como uma alternativa mais simples, embora sofisticada, para as arquitecturas existentes. Uma actualização recente para a HANA acrescentou-lhe um servidor de aplicações capaz de funcionar dentro do sistema.

O fabricante está também a desenvolver um conjunto de recursos de PaaS (plataforma como serviço) recursos para a base de dados. A compatibilidade da Business Suite com a HANA oferece uma oportunidade à SAP para tomar negócio a concorrentes no segmento das bases de dados: cujos produtos, os clientes da SAP usam bastante para suporte à suite.

Todas as plataformas de base de dados actualmente certificadas para a suite continuarão a ser suportadas, de acordo com a SAP. Ainda assim, parece claro que a SAP, prefere ter uma fatia maior do bolo. No passado, os concorrentes da SAP “tentaram retratar a  HANA como uma base de dados analítica”, disse Sikka.

Com a compatibilidade para aplicações transaccionais, como a Business Suite, “estamos a refutar fortemente essa ideia”, acrescentou. Mas com a HANA, os clientes da Business Suite serão capazes de executar volumes de trabalho de análise e do tipo transaccional na mesma plataforma, acrescentou.

Os utilizadores também vão desfrutar de ganhos no poder de processamento, mas não é apenas pelo potencial velocidade, ressalvou Sikka. Por exemplo, o planeamento de recursos de fabrico, que hoje pode levar seis horas a ser concluído, deverá ser executado em segundos, com a HANA.

“Imagino um mundo onde o planeamento de produção poderá basear-se em cálculos precisos de procura, em tempo real,” acrescenta.

Preço indexado a taxas de manutenção

A SAP deverá pedir um preço fixo pela Rapid Deployment Solution da Business Suite em HANA no primeiro trimestre, a qual deverá permitir aos clientes entrarem em modo de produção com a plataforma, dentro de seis meses.

Além disso, a SAP reformulou o seu modelo de preços para a Business Suite sobre HANA, baseando o custo da utilização da HANA numa percentagem das taxas de manutenção da aplicação. No entanto, a HANA é vendida como tecnologia especializada instalada em hardware fornecido por vários fabricantes.

Por isso potenciais clientes da Business Suite terão de levar esses custos de aquisição em conta. O anúncio da SAP é “significativo” para os clientes, disse o analista Ray Wang, CEO da Research Constellation. “A velocidade pode fazer a diferença entre uma recolha de medicamentos em cinco dias e uma operação dessas em cinco minutos. A velocidade é a diferença entre fazer um plano para a cadeia de abastecimento em 30 dias face à capacidade de redireccionar dois iPhones para uma loja em 30 segundos. O impacto é enorme se a SAP faz sucesso”, explica.




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