Ao ritmo actual, Europa demora um século para levar fibra a cada casa

FTTH Council Europe apela à UE para acções mais enérgicas no sentido da Europa não perder competitividade.

A Europa não está a investir o suficiente em fibra óptica e, em resultado disso, levar as redes de banda larga baseadas em fibra óptica a cada família na UE pode levar 92 anos, segundo um estudo do FTTH Council Europe. A sua presidente da direcção, Karin Ahl, apela às instituições da UE para uma acção mais agressiva na implantação de fibra para não perder competitividade.

De acordo com um estudo recente do FTTH Council, ligar todos os lares da UE com fibra poderia ser um investimento em capital de mais de 200 mil milhões de euros, pelo que os 3.000 milhões que estão a ser investidos anualmente não são suficientes. “A UE precisa de uma liderança clara e uma responsabilidade para entender o impacto a longo prazo da banda larga e das TIC. Se neste momento fossem tomadas as decisões correctas adequadas, consegue-se garantir que a Europa tem a largura de banda que precisa para ter sucesso no mercado global em 2020 e depois”, afirma Karin Ahl, no artigo “Fibra até casa AGORA!”.

“De acordo com a Arthur D. Little, cada incremento de 10% na penetração da banda larga gera um aumento de 1% no PIB. Para cada 1.000 novos utilizadores finais, são criadas 80 novas oportunidades de emprego. Embora o foco seja apenas nos efeitos directos e na disponibilidade da banda larga, os estudos da OCDE, do Banco Europeu de Investimento e de outras agências mostram que as redes de fibra adaptadas ao futuro têm um impacto positivo na produtividade e sobre o crescimento económico. Tal impacto pode ajudar a combater a crise e preparar a Europa para o mundo pós-2020 “, diz Karin Ahl, no mesmo artigo.

Assim, ela manifesta o “apoio enérgico” à entidade que lidera os objectivos da Agenda Digital, agora postos em causa por vários governos e responsáveis políticos da Europa, “já que há evidências claras que só a fibra até casa pode oferecer velocidades de download e upload e a qualidade de serviço necessárias, tanto agora como no futuro. Além disso, as aplicações e serviços que a FTTH permite em termos de cuidados de saúde, teletrabalho e entretenimento doméstico vão garantir que a Europa continua como líder económico mundial. Por outro lado, as metas cada vez mais fracas da Agenda diminuírão o seu poder competitivo mundial”.
(NetworkWorld.es)




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