O que é um arquitecto da cloud?

Problema em definir a função está directamente relacionado com a dificuldade em encontrar pessoas que compreendam como o uso da cloud se encaixa nas empresas.

Eis uma má notícia: existem relatos de pessoas que afirmam já terem visto um arquitecto de computação na nuvem, mas não há nenhuma prova sólida de que tal criatura exista.

O problema é que a computação em nuvem é tão nova que é difícil encontrar pessoas que compreendam como o seu uso se encaixa nas empresas. E esta é uma das maiores limitações que rondam a adopção da cloud.

David Linthicum, CTO e fundador dos Blue Mountain Labs, autodenomina-se um arquitecto de nuvem, e há mais algumas pessoas – mas não são muitos e existem menos ainda que utilizam esse título correctamente. Como se pode definir um arquitecto da nuvem? Como se pode se tornar num?

O primeiro passo é definir o conhecimento necessário para o trabalho, para que saiba o que procurar ou o que aprender. Aqui está a lista de Linthicum:
1. Compreensão da maior parte das tecnologias de computação em nuvem, tanto privada quanto pública.
Esta é a parte difícil. Tente acompanhar tal assunto pelo menos durante um mês. É cansativo. Contudo, aqueles que criam soluções em nuvem precisam de ter uma compreensão holística da tecnologia disponível, incluindo a sua função e uso correctos. Isto significa compreender todos os produtos OpenStack e CloudStack, as ferramentas de gestão, as soluções de segurança em nuvem e, claro, onde os Amazon Web Services – AWS se encaixam nesta mistura.

2. Compreensão das melhores práticas arquitectónicas até há 20 anos.
A capacidade de projectar soluções em nuvem é baseada em procedimentos arquitectónicos e métodos muito antigos. Caso compreenda o que eles são e tenha experiência na utilização dessas abordagens, não  correrá o risco de reinventar a roda no mundo da computação em nuvem.
Isto inclui conhecer SOA (service-oriented architecture) e outras arquitecturas corporativas mais tradicionais.

3. Vontade de repensar o que não funciona e procurar o que funciona.
Grande parte do trabalho do arquitecto de computação em nuvem é testar coisas novas, ver se elas funcionam e, caso não funcionem, encontrar alternativas que façam a mesma coisa. Os melhores arquitectos são abertos em relação à utilização da tecnologia e estão sempre procurando a melhor solução. Mas lembre-se: só porque algo funciona não significa que seja a solução correcta.

4. Vontade de compreender e trabalhar com o negócio.
As soluções de computação em nuvem bem sucedidas são aquelas que atendem directamente as necessidades do negócio e os arquitectos da nuvem precisam de compreender o negócio e trabalhar directamente com as partes interessadas. Muitos profissionais da tecnologia tendem a ficar presos à tecnologia e não chegam a compreender os problemas centrais do negócio que precisam de ser solucionados. Isso não leva a nada bom.

Existem actualmente alguns arquitectos da nuvem mas a maioria ainda precisa de ser formado. Caso siga estas orientações, você pode facilmente encontrar um bom arquitecto de computação em nuvem ou tornar-se num.
(Infoworld/IDGNow!)



  1. A T.I. perdeu muito tempo para estar integrada ao mercado quando insistia em que as empresas precisavam se adequar para utilizar os sistemas disponiveis, qual seja, éra visto somente um lado como o politicamente “correto”;
    Hoje a história se repete: não existe arquiteto, isolado, para nuvem;
    Precisa haver uma equipe de arquitetos;
    Equipe capacitada a lidar com a nuvem, com expertise para focar atenção no negócio do cliente e mostrar a ele as possibilidades reais de adequação da nuvem ao negócio e não a via inversa.
    Isso acontecendo, aumentará com certeza a adesão a nuvem.

  2. Não só a profissão como o próprio termo Cloud Computing vem sido confundido. É por isso que já existem projetos para padronizar os serviços Cloud Computing. Muito bom o conceito escrito sobre a profissão. Bom artigo!

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