“Encontrei formas de ajudar o CFO, e em troca, ele ajuda-me a inovar”

Manter uma boa relação com o CFO da Gartner tem sido fundamental para o CIO da consultora, Darko Hrelic. Ter as pessoas certas é outra das condições para progredir, diz o responsável pela estratégia de TI da organização.

Preparar a organização para a cloud computing e desenvolver projectos de mobilidade, mantendo ao mesmo tempo o CFO feliz, tem sido uma actividade de equilibrismo, para Darko Hrelic –  CIO Global da Gartner durante quase seis anos.

Computerworld – O que envolve o seu papel na Gartner?

Darko Hrelic – Como CIO Global da Gartner, é desempenhar funções integradas na inovação da empresa envolvendo produtos, internos ou para a oferta da consultora. Resume-se tudo a inovar com novas aplicações de mobilidade ou apenas novas capacidades para ajudar o negócio.

CW – Como CIO, não se preocupa com a possibilidade de o seu papel ser progressivamente “apagado” pela cloud computing e o outsourcing?

DH – Se a minha ideia actual sobre o meu papel fosse igual àquela de há cinco anos, sim. Esse papel de CIO faz parte da história.
Se eu olhar para o meu papel como sendo muito mais estratégico para a empresa, então, esse não é de todo o caso. Está a tornar-se uma função cada vez mais importante e estamos a contratar cada vez mais profissionais para melhorar a nossa proposta de valor dos produtos que oferecemos e suportamos.

CW – Para si qual é a importância de manter um bom relacionamento com o CFO?

DH – É fundamental. Eu encontrei formas de ajudar o CFO a alcançar os seus objectivos, financeiramente relacionados, e em troca, ele ajuda-me a inovar. A parceria é extremamente importante porque se o CFO preocupar-se apenas com a redução do orçamento e o CIO preocupar-se só em ter um orçamento maior há uma incompatibilidade. No fim, a empresa perde.

CW – Quais são alguns dos seus desafios no papel de CIO?

DH – O ritmo da mudança está a aumentar e portanto a situação está cada vez mais complicada. As tecnologias de informação têm de tornar as coisas mais simples, porque ainda é muito complexa para os utilizadores também.

Competências: se há pessoas capazes na organização precisam de ser treinadas ou teremos de encontrar novas pessoas no mercado. As empresas são inteligentes o suficiente para “segurar” os bons profissionais de TI.

A mudança da mentalidade do departamento de TI: as pessoas precisam dar um passo atrás e dizer: “vamos ser parceiros para inovarmos em conjunto. Isso é fundamental, porque a complexidade e o volume de informação são difíceis de acompanhar, até mesmo para os técnicos.

CW – Quais são alguns dos projectos de tecnologia em que está trabalhar?

DH – Estamos a trabalhar num ponto de ligação das “forças” da Gartner, envolvendo o cruzamento de cloud computing, mobilidade, redes sociais e informação. Estamos a usar mais de 12 serviços de cloud, mas muito estrategicamente porque temos de ser cuidadosos com nossos dados e com quem tem acesso a eles.

As conversas mantidas entre analistas e fabricantes ou clientes não podem sair das nossas mãos. Com a mobilidade, estamos no mesmo caminho. Como empresa, 70% dos nossos recursos humanos viajam, e por isso portáteis e dispositivos móveis são os seus escritórios. Para os smartphones e tablets, suportamos uma estratégia BYOD.

Nenhum dos nossos funcionários tem desktops, nem as nossas recepcionistas. Todos usam laptops ou tablets por isso, se houver qualquer desastre natural podem trabalhar a partir de casa.

CW – Quais são os três maiores problemas que os CIO enfrentam hoje?

DH – Ter as competências certas nas sua as habilidades certas na sua organização. Quando não se tem as pessoas certas, então é muito difícil fazer progressos.

Lidar com a complexidade e preparar as arquitecturas e tecnologias prontas para serem ágeis. A única coisa com a qual se pode contar hoje em dia, é que qualquer coisa a que se está a fazer hoje, daqui a um ano será diferente. A arquitectura e tecnologias têm de permitir isso.

CW – Qual é o seu gadget favorito?

DH – Eu posso fazer o meu trabalho no meu iPhone ou num iPad. É óptimo, não precisar de tirar o meu portátil.




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