Quatro cenários de futuro para o CIO

As mudanças no sector de TI estão a levar os CIO a questionarem-se sobre qual é o lugar das TI, e que papel desempenham eles mesmo nas organizações. A Gartner prevê quatro cenários futuros para estes gestores.

“Estamos a testemunhar o surgimento de uma nova geração de CIO, cujos objectivos não são apenas gerir a estratégia de TI, mas pretende ir mais longe e tem como objectivo dar valor de negócio através da utilização das TI”, afirmou no Gartner Symposium/ITxpo de Barcelona , John Mahoney, vice-presidente e analista da Gartner.

Na sua visão, as empresas enfrentam uma situação económica cada vez mais incerta, com uma mudanças dinâmicas do mercado e transformações culturais a emergirem em linha com a inovação tecnológica. Assim os diferentes departamentos das organizações  exigem diferentes formas de interagir com a área de TI. É o que diz um estudo recente da Gartner divulgado no simpósio.

“O enquadramento de mudança não é completamente mas o grau de mudança está a elevar-se e o ponto de viragem final sobre a situação actual pode ser alcançado em cinco anos”, diz o analista.

Tendo isso em perspectiva, a Gartner identificou quatro cenários potencialmente dominantes específicos das organizações de TI. Podem até coexistir, complementando-se uns aos outros:

As TI como um prestador global de serviços: neste cenário, a organização de TI é uma unidade de integração e expansão de serviços partilhados geridos como um negócio em si, oferecendo serviços de TI e processos de negócios da empresa. É praticamente ou totalmente centralizado, concentra-se nas áreas de negócio e no valor das mesmas, adopta uma perspectiva de marketing, capitaliza sobre a sua posição interna e lança serviços competitivos.

As TI como sala de máquinas: neste cenário, os recursos de TI são lançados rapidamente a preços competitivos no mercado. A organização de TI é bem sucedida na monitorização de TI e desenvolvimento das empresas, assim como na construção de uma experiência em torno da optimização dos activos de TI, prestadores de serviços de gestão e terceirização, e na gestão do financiamento das TI. Proporciona melhorias de custos, procurando novas maneiras de fornecer as mesmas capacidades por menos dinheiro e dá uma resposta rápida às necessidades do negócio.

As TI “são” o negócio: Neste cenário, a informação é o produto da empresa e é inseparável dela. O negócio é organizado em torno do fluxo de informações (não sobre o processo ou função) e o departamento de TI inova dentro da cadeia de valor, em vez de apenas dar suporte ao negócio;

Tudo é TI: Neste cenário, os líderes do negócio e os seus contribuintes individuais utilizam a informação e a tecnologia de atravessar os tradicionais perímetros de negócios e promover uma colaboração ambiciosa. O enfoque é a informação, em vez da tecnologia.
Empresas com um elevado grau de maturidade, adoptam este modelo divergente para melhorar o seu potencial de inovação e colaboração. Enquanto perfis mais tradicionais podem ver uma certa anarquia nesta abordagem, outros acreditam no seu potencial criativo. Portanto, este modelo funciona em todas as situações como tradicionais empresas dinâmicas, startups e projectos empreendedores e de investigação e desenvolvimento.




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