Erro da Microsoft pode ter impedido milhões de downloads do Firefox

Os downloads do Firefox diminuíram após a Microsoft não incluir no Windows 7 SP 1 um ecrã de escolha decidido pelo tribunal.

Os downloads diários do Firefox caíram 63% durante os quase 15 meses em que a Microsoft falhou ao não mostrar aos utilizadores do Windows 7 Service Pack 1 um ecrã de escolha de browser mandatado pelo tribunal, de acordo com números divulgados pela Mozilla.

Numa sentença sobre um caso de anticoncorrência na União Europeia, a Microsoft concordou em apresentar aos novos utilizadores do Windows um ecrã inicial permitindo-lhes escolher um browser para instalar em vez, ou além, do Internet Explorer. A Microsoft deveria ter apresentado esse ecrã de escolha a utilizadores novos ou existentes do Windows a partir de Dezembro de 2009, mas não o incluiu no Windows 7 SP1 no seu lançamento em Fevereiro de 2011. A Microsoft integrou esse ecrã de escolha após uma queixa apresentada aos reguladores anticoncorrência da Comissão Europeia.

A ausência desse ecrã em instalações novas ou actualizadas do Windows 7 teve um grande impacto nos downloads do Firefox, de acordo com um texto no blogue do conselheiro geral e vice-presidente de negócios empresariais da Mozilla, Harvey Anderson.

“Cumulativamente, de seis milhões a nove milhões de download do Firefox foram perdidos durante este período”, escreveu Anderson. “Após a correção, os downloads do Firefox aumentaram 150%, para cerca de 50 mil por dia”, disse ele, acrescentando que quando o ecrã de escolha estava ausente, os downloads caíram para um nível de cerca de 20 mil pouco antes da correcção.

A Mozilla não é a único a notar a influência do ecrã de escolha do browser nos downloads.

O ecrã mostra os cinco principais browsers em termos de quota de mercado na primeira página, enquanto outros sete podem também serem visualizados. Quando a Apple abandonou a versão Windows do seu browser Safari, o pouco conhecido concorrente Maxthon foi catapultado para a primeira página, impulsionando os downloads do seu browser. “Temos assistido a um aumento”, disse na altura o porta-voz da Maxthon, Lewis Fein, embora não tenha revelado quão grande foi esse aumento.




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