Apps na Windows Store suficientes para impedir fracasso do Windows RT

Mas a Microsoft terá que aumentar o número de aplicações de qualidade para tablets, para fazer a sua aposta valer a pena.

Alguns analistas acreditam que as aplicações para o novo sistema operativo da Microsoft são suficientemente boas para atrair compradores iniciais de tablets e de outros dispositivos tácteis. Mas só o tempo dirá se a Microsoft terá sucesso – a longo prazo – com essa aposta inédita no Windows 8 e na versão alternativa Windows RT.

“Isto dá-lhes uma hipótese de sucesso”, disse o analista da Moor Insights e Estrategy, Patrick Moorhead, em entrevista. “Foi uma primeira impressão positiva, mas eles terão que acertar mais vezes”.

Moorhead foi um dos analistas que mais enfatizou o facto de que a Windows Store é um ponto crítico para o sucesso do Windows 8 e – mais ainda – do Windows RT, projectado especialmente para tablets.

Ele também foi um dos que insistiu na ideia de que a Microsoft deveria ter pelo menos 5.000 aplicações de boa qualidade na loja online até ao lançamento, para ter ao menos uma hipótese de vender o Windows RT, e, consequentemente, os dispositivos com esse sistema operativo aos consumidores – nomeadamente o Surface RT, da própria Microsoft, que chegou ao mercado na última sexta-feira.

De acordo com o analista da Directions on Microsoft, Wes Miller, a Windows Store tinha pouco mais de 9.000 aplicações a 26 de Outubro – das quais cerca de 5.200 estão disponíveis para os clientes norte-americanos. Miller tem acompanhado o número de aplicações na loja do Windows desde meados de Agosto e colocado semanalmente os resultados no seu site WinAppUpdate.

Mas, apesar de ser um longo caminho até poder classificar cada uma das 5.200 aplicações como de “boa qualidade”, Moorhead e Miller concordam que o número de apps na loja foi suficiente para o lançamento e mais do que suficiente para evitar um fracasso total.

“Eles fizeram mais no primeiro dia que a HP e a RIM”, disse Moorhead, referindo-se aos TouchPad e ao BlackBerry PlayBook, lançados em 2011. O fracasso desses tablets, argumenta Moorhead, pode ser atribuído à falta de aplicações de boa qualidade e a uma loja online fraca. “A história mostra que, para os consumidores, a primeira impressão é a que fica”, disse Moorhead, em meados de Setembro.

Ele observou na altura que, se a Microsoft não tivesse um inventário robusto no lançamento do Windows RT, os tablets que o executam – incluindo o Surface – seriam ignorados pelos consumidores.

“A loja do Windows não está onde devia estar para se tornar um ecossistema global de aplicações, mas melhorou muito nas últimas semanas”, disse Moorhead, referindo-se às apps do Hulu e do Netflix, que apareceram recentemente na loja.

“Haverá muito mais no futuro”, afirmou, mas acrescentou: “se confia na Microsoft, então acredita que eles farão o que deve ser feito. Mas se acha que a Microsoft é, de alguma forma, fraca, então não acreditará neles”, disse Moorhead.
(Computerworld/IDG Now!)




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