Wincor Nixdorf “paciente” com crise em Portugal

O fabricante não conta fazer grandes alterações no seu portefólio mas reconhece que o mercado português – incluído num eixo de fraco investimento – está menos favorável à compra de novos produtos.

Eckard Heidloff, CEO da WincorNixdorf, não fugiu à pergunta de um jornalista italiano: como vai a empresa lidar com a recessão nos países mediterrânicos? No geral, sugeriu que haverá uma aposta no mercado dos serviços, nesse eixo de potencial fraco investimento no qual se insere Portugal.
Em conferência de imprensa, integrada no evento anual da empresa Wincor World, que decorre na Alemanha, o executivo explicou como esses mercados estão pouco propensos à venda de novos produtos, ou sequer à substituição dos existentes. Segundo ele, o fabricante diz haver investimento na manutenção de máquinas ATM e POS, assim como em serviços relacionados com segurança. Algum investimento é direccionado para a redução de custos. “Contudo não tencionamos sair desses mercados. Vamos esperar por oportunidades. Sabemos da necessidade de sermos pacientes”, afirma. Uma das hipóteses levantada por Heidloff passa pela possibilidade de a empresa relocalizar recursos humanos, confessou.
Apesar da paciência, o CEO não deixa de afirmar que a empresa “tem de responder às organizações interessadas em crescer”. Na Europa em geral há um sentimento de “cepticismo e optimismo cauteloso”.
Sobre o cenário de falência dos mercados no Sul da Europa, remete a resposta final para os seus clientes: “os bancos e os retalhistas têm os seus planos de gestão de risco. E nós fazemos parte desses planos”.
Não obstante, Heidloff considera que a empresa está preparada para sobreviver a essas tendências. O declínio do investimento em hardware pode ser compensado com a aposta em software e serviços, “é aí que está a procura dos nossos clientes”, diz. “Analisamos processos, sobretudo, e tentamos perceber a forma como os podemos melhorar com tecnologia”.
Para o CEO, a Wincor Nixdorf sente-se mais à vontade para acrescentar o seu valor quando gere toda a rede dos bancos, por exemplo, de um extremo ao outro.
Segundo o responsável, perto de um terço do negócio da empresa está no mercado de retalho e dois terços no sector bancário. Os mercados onde actua a empresa estão a crescer em média “moderamente”: a despesa em TI nos bancos deve crescer 4% este ano e a do retalho 3%.




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