Anonymous contra Wikileaks

Grupo ciberactivista considera “antiético” cobrar por acesso ao site e sugeriu forma de desactivar a “paywall”, mas não vai atacar site de Assange por ser de media.

O grupo hacker activista Anonymous teve um sério desentendimento com o WikiLeaks, aliado muito respeitado por fornecer informações confidenciais ao público, muitas vezes obtidas de fontes como governos e empresas.
Na sua declaração sobre o assunto, o Anonymous disse que está furioso por o WikiLeaks ter criado uma “paywall” que exige uma doação do visitante do site para poder visualizar o seu conteúdo, e apontou que é possível contornar esta ferramenta desactivando o JavaScript. Mas o grupo hacker reconhece que o utilizador comum provavelmente não faz ideia do que é o JavaScript e muito menos como o desactivar. Os Anonymous dizem que o WikiLeaks e o seu fundador Julian Assange estão a tentar “forçar doações em troca de acesso. Isto é sujo e podre, uma acção totalmente antiética”.
O grupo diz ainda que está descontente com o WikiLeaks há já algum tempo e que a “paywall” foi a gota de água. Além disso, os Anonymous afirmam que não vão mais apoiar o site, mas também o não vão atacar, por o considerarem como media e “nós não atacamos meios de comunicação”. O grupo hacktivista também tem intenção de publicar informações obtidas por meio do WikiLeaks em vários outros sites.
Os Anonymous expressaram outros ressentimentos contra o site de Assange relacionados com o grupo ter 14 membros que enfrentam acusações em todo o mundo “por protestos online defendendo o WikiLeaks”.
(Network World/IDG Now!)




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