Comentários em redes sociais pagos por empresas

Entre 10% a 15% dos comentários nas redes sociais poderá ser pago por empresas em 2014. Mas atitude enganosa pode gerar queixas judiciais.

As empresas por vezes esquecem os princípios básicos dos meios sociais, entre os quais está a transparência e a participação. Assim, optam pelo caminho mais fácil quando se trata de obter comentários positivos para a sua marca e manipulam as interações no Facebook, Twitter, etc.
Mas as pessoas começaram a perceber isto e os analistas a monitorizar esta tendência preocupante. De acordo com a Gartner, entre 10% a 15% dos comentários nos media sociais em 2014 serão falsos, o que provocará que pelo menos duas empresas da Fortune 500 enfrentem julgamentos milionários por este tipo de engano aos consumidores .
“Agora que mais de metade das pessoas com Internet está presente nas redes sociais, as empresas querem ter grandes bases de fãs, gerar mais acessos aos seus vídeos e obter avaliações mais positivas do que os seus rivais”, diz Jenny Sussin, analista sénior da Gartner. “Muitos comerciantes têm recorrido a pagar por opiniões positivas em dinheiro, cupões e promoções especiais, na esperança de aumentarem as vendas e fidelizar os clientes”.
No entanto, estas práticas são penalizados pelo direito internacional, especificamente nos EUA. Em 2009, a FTC (Câmara de Comércio dos EUA) determinou que o pagamento de opiniões positivas, sem revelar que tinha havido uma compensação monetária, era publicidade enganosa e podia ser processada como tal.
Media social: mercado em expansão
A mesma consultora realizou um estudo sobre o peso que tem actualmente o mercado de media social e prevê um volume de negócios de mais de 13.969 milhões de euros para 2012, 43,1% mais do que no ano passado.
A publicidade é, e continuará sendo, o maior contribuinte para a receita total dos media sociais. Assim, a Gartner prevê um investimento total de 7.257 milhões de euros em 2012. Enquanto isso, as vendas de jogos sociais mais do que duplicou entre 2010 e 2011, esperando atingir os 5.113 milhões este ano, enquanto a receita das assinaturas deve chegar aos 229 milhões este ano.
(Computerworld.es)




Deixe um comentário

O seu email não será publicado