Libertado dissidente identificado pela Yahoo

O chinês Wang Xiaoning foi preso durante dez anos, depois de distribuir textos pró-democracia usando os fóruns e contas de e-mail da Yahoo.

O dissidente chinês Wang Xiaoning preso pelas autoridades da China usando provas fornecidas pela Yahoo foi libertado sexta-feira. O engenheiro esteve dez anos na prisão depois de distribuir textos pró-democracia publicados nos fóruns e contas da Yahoo sedeadas em infra-estrutura  instalada no teritório chinês.
Xiaoning foi preso em Setembro de 2002 e, posteriormente, condenado à prisão um ano depois. Provas para a sua condenação incluíram  informações fornecidas pela Yahoo, como aquelas presentes nos fóruns, e nas contas de e-mail.
A prisão de Wang destaca os desafios das empresas de Internet estrangeiras na gestão da sua actividade na China – onde o governo tenta impedir activamente discussões pró-democracia. Em sua defesa, a Yahoo argumentou que teve de cumprir com as leis do país e entregar as informações dos seus utilizadores às autoridades locais.
Em 2007, a esposa de Wang, Yu Ling, processou a Yahoo nos Estados Unidos devido à prisão do seu marido. Alegou a quebra de certas leis norte-americanas, por parte da empresa, quando esta forneceu ao governo chinês com informações que levaram à sua prisão. As duas partes resolveram mais tarde o caso, mas os termos do acordo não foram revelados.
A Yahoo não respondeu imediatamente na segunda-feira a pedidos de comentários da IDG . Mas a empresa manifestou num comunicado a outros grupos de média condenar a supressão política, e esperar que os governos democráticos impulsionem a libertação de indivíduos presos por expressarem a suas crenças políticas.
As declarações da Yahoo, no entanto, não abordam Wang especificamente pelo nome. Após a prisão de Wang em 2002, o jornalista chinês Shi Tao foi condenado em 2005 por revelar segredos de estado, com evidências também fornecida pela Yahoo. Shi cumpre ainda a sua pena de 10 anos.
Especialistas em direitos humanos disseram que as autoridades chinesas têm tentado continuamente aceder a  contas de e-mail como uma forma de obter informações – e assim reprimir as comunicações de activistas políticos chineses. Em Dezembro de 2009, um ciberataque com origem teve como alvo a Google.
Foi uma tentativa de aceder às contas de Gmail de activistas chineses de direitos humanos. Mais tarde, em 2011, a Google revelou ter havido bloqueios das autoridades chinesas ao Gmail.




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