HP pode perder clientes no outsourcing

Várias empresas estão a abandonar projectos com o fabricante por considerarem contraproducente a sua política de redução de custos, segundo alguns analistas.

Muitas empresas, à escala mundial, estão a abandonar projectos de outsourcing com a HP: consideram contraproducente a política de redução de custos levada a cabo pela CEO do fabricante, Meg Whitman.
Apesar das boas expectativas criadas com a chegada da executiva à direcção da HP, o fabricante evidencia dificuldades. Na semana passada, apresentou mesmo os piores resultados financeiros em 73 anos de vida da empresa (8,9 milhões de dólares em perdas).
Agora surgem dúvidas sobre a  capacidade de a empresa poder continuar a fornecer, entre outros, serviços de outsourcing com a mesma qualidade – que a levou a liderar quase todos os segmentos de mercado. “A HP parece estar muito focada no seu perfil financeiro e no preço das acções e está a esquecer-se da sua abordagem centrada no cliente que levou à posição de liderança”, disse David Rutchik, partner da consultora de outsourcing Pace Harmon.
“Os fornecedores, localizados em países como a Índia, em vez dos grandes concorrentes estão a angariar a grande maioria desses descontentes”. “Nós conversamos com os clientes da HP em todos os momentos. A sua principal preocupação é a direcção tomada pela empresa, e não a gestão do desempenho quotidiano ou dos seus serviços para empresas”, diz Phil Fersht, fundador da empresa de análise de outsourcing HFS.
Assim, a contínua incerteza nas decisões da HP para enfrentar evoluções futuras – explicam os analistas – parece ter provocado suspeitas entre vários clientes sobre as apostas destes num fornecedor com dificuldades em recuperar dos caprichos do ano passado. Nesse sentido, as últimas semanas têm sido repletas de rumores sobre um potencial novo plano de demissões e reduções de custo no curto prazo.
Ao mesmo tempo, a própria HP tem desenvolvido esforços para  detectar quais são os clientes mais adequados para ela, face às suas próprias metas de rentabilidade. “Em muitos casos, a HP foi rejeitando oportunidades pouco interessantes e noutros, recusou-se a atender necessidades específicas dos clientes, para afastar-se de soluções personalizadas e apostar em serviços normalizados capazes de oferecer maiores margens de lucro”, diz Rutchik.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado