Facebook limpa “Likes” fraudulentos

A organização promete maiores esforços para impedir melhorias artificiais da popularidade de perfis na sua plataforma de rede social.

A Facebook anunciou maiores esforços para  limpar “Likes” fraudulentos de muitas páginas, onde foram inseridos para aumentarem para dar uma falsa popularidade aos perfis. Um voto de aprovação (“Like”) sobre páginas vistas na rede pode ajudar a expor a marca de uma empresa e criar uma dinâmica em torno de campanhas publicitárias.
Apesar da rede ser fechada – exigindo aos utilizadores o registo da sua identidade real –  o sistema de controlo consegue ser contornado:
– os utilizadores poderão ser ludibriados para gostarem de alguma página;
–  há software nocivo capaz de ser usado para infiltrar contas;
– e há quem tenha criado empresas para vender “Likes” a granel violando os termos de serviço do Facebook.
O anúncio surge quando a Facebook está sob intensa pressão para provar que uma plataforma de publicidade digital verdadeiramente  poderosa e rentável. A empresa disse ter gerido sempre sistemas para eliminar a fraude, mas agora “aumentou os esforços automatizados.”
“Um “Like” de alguém que na realidade não está interessado em se ligar a uma página não beneficia ninguém”, disse a companhia. “A identidade real, tanto de utilizadores como das marcas é importante não só para a missão da Facebook de ajudar o mundo a partilhar, mas também para a necessidade das pessoas e clientes de ligarem autenticamente às páginas com as quais se preocupam”.
A Facebook procurou tranquilizar os utilizadores, dizendo que a menos de 1% de “likes“ serão removidos, em média,  para cada página. A empresa já enfrentou questões sobre a legitimidade dos cliques nos anúncios vendidos. Em Julho, uma empresa chamada Run Limited – gestora de uma plataforma utilizada para a venda de música digital e de mercadorias – revelou um dado interessante: apenas cerca de 20% dos cliques pagos à Facebook, resultaram em visitantes ao seu site.
A Run Limited, com sede em Manorville (Nova Iorque), recusou pedidos de entrevista depois da acusação. Eliminou a sua página da Facebook, mas mantém uma presença na Tumblr e Twitter.
Shuman Ghosemajumder liderou na Gooogle os esforços da empresa para combater a fraude de cliques. Na sua opinião a  Facebook terá uma visão muito mais apurada sobre cliques questionáveis do que se pode  perceber do ponto de vista do anunciante, como a Run Limited.
Por exemplo, a Facebook pode ver há quanto tempo a conta do utilizador foi aberta e monitorizar a actividade, perante os  comportamentos suspeitos. Consegue detectar se o utilizador está a “gostar” de centenas de páginas, de onde os cliques são originários e se o utilizador tem um perfil irregular : como por exemplo, não ter amigos.




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