“Nova gestão de mobilidade traz menor TCO”

Mas sem estratégia e sem visão clara de objectivos, as estratégias de BYOT estão condenadas ao fracasso diz Colin Sharp, vice presidente da SAP na EMEA, para soluções mobilidade.

O novo modelo de gestão é mais do que apenas criar aplicações de mobilidade, alerta Colin Sharp, vice-presidente da SAP na EMEA, para soluções de mobilidade. Envolve  estratégia e visão, além de tecnologia, para não redundar em fracasso. Mas traz um menor custo de propriedade (Total Cost of Ownership) se bem implantado, diz em entrevista para o Computerworld.
Computerworld- O que traz o novo modelo de gestão de mobilidade?
Colin Sharp – O novo modelo de gestão da mobilidade traz um “time to market” mais rápido e um menor custo de propriedade. É uma questão não só de criação de aplicações de mobilidade ou permitir que os dispositivos estejam online.

Mas tem tudo a ver com a necessidade de ter uma ideia clara sobre uma estratégia empresarial de mobilidade, dos clientes consumidores, e o que a empresa quer fazer com a mobilidade e porquê. A SAP pode fornecer uma solução holística que compreende todas as dimensões de para uma estratégia: uma plataforma agnóstica que se integra com as TIC existentes; o desenvolvimento de aplicações empresariais e para clientes; gestão de dispositivos móveis; gestão de aprovisionamento; gestão do ciclo de vida do dispositivo e descontinuação.
CW – Quais poderão ser as cinco principais aplicações chave de uma loja de aplicações dentro de uma empresa? Quais são as principais tendências de evolução das aplicações?
CS – Isso depende do sector da empresa e da situação do cliente, por exemplo. Para um retalhista pode ser a execução do retalho ou a entrega directa nas lojas para ajudar a gerar maiores receitas.

Numa empresa de serviços pode ser o serviço móvel e a gestão de activos e para um hospital pode ser registos médicos eletrónicos. As aplicações chave serão as que agregam um valor de negócio atractivo e facilidade de utilização. Por exemplo, para a SAP as aplicações mais descarregadas são: de single sign on, SAP Box de transferência de ficheiros; SAP Afaria de gestão de dispositivos, [email protected] e o SAP Pricing.
Os downloads são portanto orientados pelas vendas o que é bastante expectável. Outras empresas serão diferentes. Serão aplicações chave aquelas que levarem a um aumento de produtividade, aumento das vendas, à geração de algum tipo de movimento de marketing. E também devemos considerar a dimensão do mercado (empresarial ou de consumo).
CW – Como poderão ainda evoluir as estratégias de BYOT?
CS – Ainda está na lista de desejos de muitas empresas em vez de estar no centro de uma ampla adopção.  Há duas dimensões a ter em consideração: o preço dos tablets, conforme ficarem mais baratos isso será um factor de adopção importante colocando pressão sobre a companhia a partir do utilizador para uma adopção mais ampla das BYOT.
As empresas até estão a gostar da ideia de não precisarem de gerir o dispositivo em si, mas sim as políticas sobre a sua utilização. Isso significa reduções de custo, mas também ter utilizadores felizes, capazes de utilizar os seus próprios dispositivos.
CW – Quais são os principais desafios de um cliente de aplicações da SAP na adopção de uma estratégia BYOD, integrada com a plataforma de aplicações de negócios?
CS – Nada específico das aplicações da SAP.  Todas as questões habituais relativas à BYOD – permissão para colocar os dados empresariais nos dispositivos pessoais e permissão para mudar as configurações de segurança pessoal. É mais uma questão de política empresarial e não tecnológica.
CW – Quais são os principais factores para garantir o ROI de uma iniciativa BYOT?
CS – A iniciativa BYOT só terá ROI no caso de a empresa se preparar com a solução certa. As iniciativas BYOT sem uma estratégia de mobilidade corporativa, uma visão clara do que quer fazer com a mobilidade, ou uma plataforma de gestão estão fadadas ao fracasso ou a aumentar os custos.




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