Microsoft promove Windows 8 sem matar vendas do 7

Quando se aproxima o lançamento da nova versão do sistema operativo, empresa não quer diminuir a importância do upgrade para Windows 7.

Com o Windows 8 esperado para o final deste ano, a Microsoft encontra-se numa posição delicada para entusiasmar o público sem afectar as vendas do Windows 7. Isto quando a empresa anunciou o Surface e a nova versão do sistema operativo estará presente no novo dispositivo.
A dificuldade em manter este equilíbrio tornou-se evidente na última semana, quando representantes da empresa visitaram a TechEd North America e fizeram discursos a respeito do Windows 8, conferências de imprensa e sessões de demonstração do software, enquanto diziam a mais de 10 mil profissionais de TI que devem o quanto antes fazer o upgrade para o Windows 7.
Contudo, em sessões públicas anteriores, os executivos fizeram questão de exibir o Windows 7 como um sistema operativo antigo e ultrapassado, que foi desenvolvido antes das grandes mudanças na computação que aconteceram nos últimos anos. “O Windows 8 é muito melhor e mais avançado do que o Windows 7”, afirmou Antoine Leblond, vice-presidente corporativo dos Windows Web Services.
Leblond frisou que o Windows 7 é o último sistema operativo da linha (que se iniciou com o Windows 95) desenvolvido primeiramente para computadores que estão permanentemente ligados a uma fonte de energia e que servem como repositórios de conteúdos e aplicações dos utilizadores.
Por outro lado, o Windows 8 foi feito para acompanhar as tendências móveis, de aparelhos movidos a baterias e aplicações e conteúdos que estão dispersos em diversos sites e serviços, que precisam de estar constantemente disponíveis. A nova interface do Windows 8, chamada Metro, é desenvolvida para ecrãs tácteis e pode ser utilizada com rato e teclado, mas também terá a interface tradicional, parecida com a do Windows 7.
Entretanto, a empresa não quer desencorajar os departamentos de TI das empresas de fazerem o “upgrade” do Windows XP para o Windows 7, garantiu Erwin Visser (na foto), director do Windows Commercial Business Group. A Microsoft irá encerrar o suporte ao Windows XP em 2014, pelo que a migração para o Windows 7 é a coisa certa a ser feita, disse o executivo, adicionando que o Windows 8 irá coexistir com a versão anterior.
Computadores com Windows 8 com chips x86 da Intel e AMD vão poder funcionar com aplicações do Windows 7, fazendo com que os dispositivos co-existam em máquinas com Windows 7 em ambientes empresariais, explicou Visser. “Os investimentos que [os clientes corporativos] estão a fazer hoje no Windows 7 em infra-estrutura de hardware e compatibilidade de aplicações vão manter-se até ao Windows 8”, apontou.
As empresas, no geral, irão perceber que o “upgrade” do Windows 7 para o 8 será significativamente mais simples e mais barato do que fazer a actualização do Windows XP para o 7, disse Visser. Esta última envolve custos relacionados com o “upgrade” do computador e outros itens de hardware, além de modificar certas aplicações, processo que terá um custo bem menor ao passar do Windows 7 para a nova versão, concluiu.
(IDG News Service/IDG Now!)




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