Experiência e intuição mais afastadas da decisão

Aumenta a importância do Big Data nas decisões estratégicas de negócio, revela relatório da Capgemini.

As decisões na gestão baseadas na experiência e na intuição estão a ser substituídas pelas decisões assentes nos dados, revela o estudo “The Deciding Factor: Big Data & Decision Making”, realizado pela Capgemini e pela Economist Intelligence Unit.
Segundo um comunicado da consultora, “dois terços dos executivos classificam a sua organização como ‘data-driven’ e referem que a recolha de dados e a respectiva análise estão subjacentes à estratégia de negócio e à tomada de decisões no dia-a-dia”.
Neste sentido, escasseiam os gestores que decidem “com base na experiência e instinto: mais de metade (54%) considera que as decisões de gestão baseadas, unicamente, em intuição e experiência são encaradas cada vez mais com suspeição, e 65% afirma que, esses mesmos actos estratégicos de negócios, são tomados, com maior frequência, com base em informação analítica dura [“hard analytic information”].
Inquirindo 607 executivos de nível C, gestores séniores e líderes em TI (38% dos quais na Europa), o estudo revela ainda que “nove em dez gestores consideram o Big Data como o quarto factor de produção”, depois da terra, trabalho e capital.
É o sector da energia e recursos naturais, com 76% das respostas, que mais afirma decidir com base no Big Data, seguindo-se os cuidados de saúde, produtos farmacêuticos e biotecnológicos (75%) e os serviços financeiros, com 73%.
Nos próximos três anos, 58% dos inquiridos quer aumentar o investimento em Big Data. Paul Nannetti, director de portefólio e vendas globais da Capgemini, explica que “a exploração de Big Data é um passo para a mudança na qualidade na tomada de decisão” e que “é a capacidade de analisar com rapidez e eficiência esses dados, de modo a optimizar processos e decisões em tempo real, que é uma vantagem competitiva. Neste sentido, as empresas vão estar aptas a monitorizar o comportamento do cliente e das condições de mercado e reagir, rápida e eficazmente, face à concorrência”.
A grande maioria dos decisores (85%) “acredita que o crescimento do volume de dados não é o maior desafio, mas sim ser capaz de analisar e agir sobre os dados, em tempo real”, e garantir a qualidade dos dados – um “desafio diário” para 67% dos executivos.
Outro “importante desafio” é a necessidade de “ultrapassar a falta de transversalidade de informação nos vários departamentos organizacionais (56%)”, enquanto 51% salienta “a falta de talento”, sendo que “a diferença entre a procura e a oferta de analistas qualificados em dados verificou-se mais no sector do retalho e em empresas de bens de consumo”.




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