Vendas de telemóveis caiem 15%

Durante o primeiro trimestre do ano foram vendidos 967 mil telemóveis, mantendo-se a tendência regressiva. As vendas de smartphones estão em contraciclo e cresceram 40%.

No primeiro trimestre de 2012 foram vendidas, em Portugal, 967 mil unidades de telemóveis. Verificou-se uma queda de 15% nas vendas, em relação ao mesmo período de 2011, aponta o estudo IDC European Mobile Phone Tracker.
Durante o trimestre foram vendidas 660 mil unidades de telemóveis tradicionais, uma diminuição de 28% face a igual período de 2011. Em contraciclo, o segmento dos smartphones cresceu 40% (307 mil unidades vendidas) face ao período homólogo. Os smartphones representaram 32% das vendas totais do trimestre.
“Apesar dos resultados negativos nas vendas de telefones móveis no primeiro trimestre deste ano, a descida foi menor do que o inicialmente previsto. Muitos consumidores não conseguiram concretizar a compra do telemóvel desejado na época do Natal devido a ruptura de stock, o que deslocou a intenção de compra para as primeiras semanas de Janeiro. E, por isso, o mercado apresentou uma queda inferior à esperada”, explica Francisco Jerónimo, responsável europeu de research da área de telefones móveis da IDC.
Mercado português cada vez mais bipolarizado
No mercado português, a procura continua a ser dominada pelos smartphones de baixa gama com sistema operativo Android. Por outro lado, caracteriza-se por uma bipolarização, cada vez mais acentuada, protagonizada pelos dois maiores fabricantes – Samsung e Nokia.
“Os pequenos fabricantes vão continuar a sentir dificuldades em sobreviver num mercado dominado pela baixa gama e cujas margens de lucro são reduzidas”, vaticina um comunicado da consultora. As vendas na gama alta são insignificantes e não possibilitam libertar margens para investimento em acções de marketing, explica a IDC.
Esta prevê ainda um contínuo desinvestimento destes fabricantes no mercado nacional e a concentração das operações em Espanha. Por outro lado, os fabricantes chineses continuam a crescer no mercado e a tornarem-se numa forte ameaça às marcas estabelecidas. A IDC prevê que, nos próximos trimestres, os fabricantes Huawei e ZTE figurem já no ranking do mercado português.




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