“Smart cities” travadas por falta de normas e por politização

A consultora Ovum detectou importantes barreiras nos grandes projectos de “smart cities” que podem travar o caminho para as cidades inteligentes.

As iniciativas de “smart cities” trazem importantes mudanças para a indústria tecnológica, que se está a apressar para desenvolver diversas soluções inteligentes para dar resposta a esta procura. No entanto, assegura a consultora Ovum, este mercado potencial está a ser travado pela imaturidade das normas, pelas infra-estruturas rígidas e em silos, os limitados investimentos e as decisões fragmentadas e politizadas.
A Ovum considera que a modernização tecnológica das administrações públicas é um passo essencial para que as cidades possam responder aos desafios do crescimento demográfico, da mudança climática ou à escassez de recursos. Nesse sentido, a consultora assinala que os distintos vendedores estão já a oferecer sofisticadas soluções para responder a necessidades tão variadas como os engarrafamentos de tráfego ou a saúde pública. Mas estas soluções devem ser compreensivas, eficientes e capazes de gerir as enormes quantidades de informação que a administração moderna oferece.
O estudo da Ovum levou-os a classificar as soluções para as cidades digitais em duas principais categorias. Em primeiro, estão os projectos de grande escala, dinamizados pelas autoridades públicas e que atraem fabricantes como a Cisco ou a IBM. O segundo tipo referencia projectos mais pequenos, espontâneos, movidos pelo desejo de tornar as cidades mais eficientes e atractivas para viver.
Ambas as categorias estão actualmente a crescer. No entanto, os importantes inibidores que a Ovum detectou entre as distintas administrações faz duvidar de que este mercado possa manter-se em alta em vários países. São movimentações na direcção correcta mas a que ainda falta superar barreiras mais fortes antes que as “smart cities” sejam uma realidade alargada a todas as urbes do mundo.
A consultora organiza na próxima semana o evento Smart Cities Europe 2012, em Londres, que contará com a presença de Celso Ferreira, presidente da Câmara de Paredes, onde está a ser implantado o projecto “Living PlanIT“.
(Computerworld.es)




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