Intel quer smartphones com Windows Phone

A empresa está preparada para levar o Windows Phone para smartphones com chips x86, mas apenas se for comercialmente viável.

A Intel quer levar o sistema operativo Windows Phone para smartphones com chips baseados na arquitectura x86, mas apenas se isso for comercialmente viável, afirmou a empresa esta semana.
É verdade que as vendas do Windows Phone não estão famosas de momento, mas o sistema operativo vale a pena. Pelo menos foi o que disse o presidente do Grupo de Comunicação Móvel da Intel, Hermann Eul, numa entrevista à IDG News Service na feira Computex, em Taiwan.
A Intel vai considerar a possibilidade de colocar o Windows Phone em arquitectura x86, dependendo de como o SO reagir no mercado futuramente. “Nós estaremos interessados quando virmos que há grandes chances de retorno financeiro”, disse Eul. “O nosso roteiro tem dispositivos que suportam o Windows também em telemóvei e podemos fazer isso. As coisas para o fazer estão lá”.
A Intel está a começar a entrar no mercado dos smartphones. Os primeiros modelos com processador da empresa foram lançados no começo deste ano, com o Xolo X900, pela Lava International, na Índia. Foi seguido pelo San Diego, da operadora Orange, num exclusivo para o Reino Unido, e pelo LePhone K800, da Lenovo, lançado na China. Outros smartphones com chips Intel serão produzidos pela Motorola ainda este ano, enquanto a ZTE também deve receber tecnologia Intel. Neste último caso, terá o Medfield, um chip baseado no processador Atom da Intel com um núcleo único.
A maioria dos smartphones com chips Intel têm normalmente o sistema operativo Android e também suportam o Tizen, um sistema operativo open source desenvolvido pela Linux Foundation. “A actual tendência das estatísticas é bastante clara: o Android está conquistando a maior quota do mercado, então é lá que o dinheiro está”, disse Eul. “Nós apostamos também no Tizen. Ainda não anunciámos produtos com ele mas, apenas pelo facto de termos estabelecido essa parceria, deixa claro que estamos empenhados nesse sentido”.
O maior adversário dos chips da Intel são os ARM, processadores que estão na maioria dos dispositivos móveis. Questionado sobre se a Intel iria se igualar aos ARM no requesito de “consumo de energia”, Eul afirmou que a resposta que tiveram dos smartphones da Intel superou todas as expectativas. “Vimos um grande interesse nas nossas plataformas, particularmente depois de os consumidores terem contacto directo com os dispositivos no mercado e viram que a Intel estava lá”.
(IDG News Service/IDG Now!)




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