CIOs femininas sub-representadas

Falta um toque feminino no sector das tecnologias de informação.

O 2012 CIO Survey da Harvey Nash, empresa de recrutamento e de terceirização, detectou que a presença das mulheres é “elevadamente pouco representativa da população em geral”. 93% dos entrevistados para o estudo global sobre os CIOs eram do sexo masculino.
Mas não só há muito poucas CIOs do sexo feminino como o número total de mulheres nas TI é muito baixo, com 24% dos CIOs que responderam a não terem mulheres nas suas equipas técnicas. No entanto, 51% acredita que as mulheres podem melhorar as relações entre o negócio e as TI.
“Para cada mulher que a Harvey Nash recruta para CIO há nove homens colocados numa posição similar”, declara a empresa no seu relatório.
Não só existem muito poucas mulheres como a linha de comunicação é menos estratégica do que com os homens, com 41% a reportarem ao CEO, contra 48% dos CIOs do sexo masculino. Isto, por sua vez conduz a uma maior rotatividade entre as mulheres líderes seniores de TI, afirma a empresa de recrutamento. Nos últimos dois anos, 16% das mulheres mudaram de função.
“As CIOs procuram mais a mudança do que os CIOs masculinos, melhoram a taxa de sucesso dos projectos e usam a tecnologia para se envolverem melhor com os clientes, enquanto os homens se concentram mais no desempenho consistente e estável das TIs para a organização”, segundo a Harvey Nash.
As tabelas salariais para as CIOs também são mais baixas, com uma média global de 201.944 dólares, em comparação com os 204.854 dólares para o sexo masculino. 73% das mulheres têm vindo a trabalhar com um congelamento das retribuições, em comparação com 61% dos homens.




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